Educação vem de berço
“Educação vem de berço.”

A frase é repetida em reuniões, grupos de pais e conversas de corredor como se encerrasse qualquer debate. Para muitos, caberia à escola ensinar conteúdos. À família, valores. Como se fosse possível separar o ser humano em duas metades: uma que aprende matemática e outra que aprende respeito.
Mas quem pisa todos os dias no chão da sala de aula sabe que a realidade é mais complexa.
O palestrante Márcio Araújo provoca com lucidez:
“Se educação vem de berço, tem muita criança dormindo no chão.”
É uma frase dura. E necessária.
Há uma geração crescendo sem escutar “não”. Sem experimentar frustração. Sem compreender que toda escolha produz consequência. Não é falta de amor. Muitas vezes é excesso de culpa, medo de desagradar, desejo desesperado de ser amado pelos próprios filhos.
O psicólogo Leo Fraiman alerta: tem muito papai e pouca figura de Pai. Tem muita mamãe e pouca figura de Mãe. Quando a necessidade de ser querido supera a responsabilidade de formar caráter, os adultos deixam de educar e passam a negociar limites.
E a conta chega na escola.
Chega na forma do aluno que não aceita regras. Que não tolera frustração. Que não reconhece autoridade. Que trata o espaço coletivo como extensão do próprio desejo.
A escola não pode substituir a família. Mas também não pode fingir que os valores não atravessam o currículo. Ensinar é, inevitavelmente, formar. Cada regra explicada, cada limite sustentado, cada consequência aplicada também é aula.
Se educação vem de berço, precisamos garantir que esse berço exista.
E, quando não existir, que a escola ajude a erguer.
Não para invadir o papel da família.
Mas para não deixar nenhuma criança dormindo no chão da própria dignidade moral."
Porque conteúdo sem ética forma técnicos.
Educação com valores forma cidadãos.
FONTE:
https://www.facebook.com/ofabioflores?locale=pt_BR
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Escolas precisam reforçar este aviso de forma explícita. Levem o tema às reuniões com as famílias, incluam nos regimentos internos e afixem cartazes visíveis nos corredores e salas de aula. Fotografar ou filmar professores sem autorização não é prática aceitável nem inofensiva. É violação de direito de imagem e já resultou em condenação judicial.
A legislação brasileira é clara. A Constituição Federal protege a imagem, a honra e a dignidade da pessoa. O Código Civil prevê indenização quando esses direitos são violados. No ambiente escolar, esses direitos continuam plenamente válidos. Professor não perde sua proteção legal ao entrar em sala de aula.
A Justiça já se posicionou. Em decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, estudantes foram condenadas a indenizar uma professora em valores de R$ 3 mil e R$ 2 mil por registrarem e divulgarem sua imagem sem consentimento, com conteúdo ofensivo. O tribunal afastou qualquer argumento de “brincadeira” ou “uso restrito” e reconheceu o dano moral causado.
Esse alerta precisa chegar às famílias. Muitos estudantes não têm dimensão das consequências legais de um ato aparentemente simples. A omissão da escola ou a falta de comunicação clara amplia riscos para todos, inclusive para os próprios responsáveis legais.
Compartilhe esta informação. Informe outros educadores, gestores e famílias. Prevenção começa com aviso claro, orientação direta e responsabilidade coletiva. A escola é lugar de aprendizagem, não de exposição.
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