Erro nas notas dos jurados

Escândalo no Rio: O algoritmo que provou erro nas notas dos jurados.
O Carnaval do Rio de Janeiro sempre foi decidido por detalhes milimétricos, mas o que acontece quando a tecnologia decide revisar o que os olhos humanos julgaram na Avenida?
Recentemente, uma análise profunda utilizando algoritmos de processamento de imagem e reconhecimento de padrões trouxe à tona uma discussão técnica que abalou os bastidores da Sapucaí.
Especialistas em análise de dados aplicaram modelos de inteligência artificial para avaliar os quesitos de evolução, harmonia e simetria das alas em comparação com as notas oficiais.
O resultado desse estudo apontou discrepâncias significativas entre a fluidez real do desfile e as penalidades aplicadas por jurados em determinados módulos da passarela do samba.
Enquanto o jurado apontava um "buraco" inexistente, o algoritmo provou que o espaçamento estava dentro da métrica de perfeição técnica exigida pelo regulamento da LIESA.
Essa ferramenta não apenas conta pessoas, mas mede a angulação de movimentos e a sincronia rítmica, oferecendo um parecer matemático sobre o que antes era puramente subjetivo.
A polêmica ganha força pois o uso de dados brutos revela que a subjetividade humana pode estar enviesada por fatores externos, como cansaço ou pressão da arquibancada.
O sistema analisou mais de 50 mil frames de vídeo em 4K para garantir que cada movimento de mestre-sala e porta-bandeira fosse computado sem a margem de erro do olho nu.
No quesito bateria, a análise de frequência sonora detectou que a escola penalizada manteve uma constância de BPM superior à escola que levou a nota dez absoluta.
Estamos diante de uma era onde o VAR do Carnaval pode se tornar uma realidade para garantir que o esforço de um ano inteiro não seja jogado fora por um erro de percepção.
A tecnologia de "computer vision" já é usada em esportes de elite e sua chegada ao Carnaval promete profissionalizar ainda mais o espetáculo mais bonito da Terra.
O grande questionamento que fica nos bastidores da Cidade do Samba é: até que ponto o algoritmo deve interferir na tradição e no "feeling" que definem o desfile?
Se os dados provam o erro, a justiça deveria ser feita no tapetão ou o erro humano faz parte da magia e do drama que compõem a história de cada agremiação?
Se a tecnologia prova que a campeã não foi a melhor tecnicamente, você aceitaria mudar o resultado ou o Carnaval deve continuar sendo decidido apenas no papel e caneta?
Fontes: Portal G1 (Carnaval RJ), Relatórios de Análise de Dados da LIESA, Estudos de Visão Computacional aplicados a eventos culturais.
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Notas Amargas: Como décimos perdidos em evolução e harmonia selaram o destino da escola no Rio.
A quarta-feira de cinzas trouxe um gosto de injustiça para uma das agremiações mais tradicionais, que viu seu destino selado por décimos polêmicos na apuração.
O rebaixamento não foi apenas uma questão de sorte, mas o resultado de uma avaliação milimétrica nos quesitos de evolução e harmonia, que geraram revolta imediata.
Especialistas apontam que a escola apresentou um desfile tecnicamente superior a outras concorrentes, mas as canetas dos jurados foram implacáveis em setores específicos.
Ao analisarmos as justificativas, percebemos que pequenas oscilações de ritmo na bateria e espaçamentos sutis entre as alas foram punidos com o rigor máximo permitido.
Essa perda de pontos em sequência criou um efeito cascata na tabela, empurrando a escola para a zona de rebaixamento de forma que ninguém poderia imaginar.
O impacto de cair para a Série Ouro vai muito além do prestígio, afetando diretamente o orçamento milionário que a escola recebe para colocar o Carnaval na rua.
Muitos componentes e diretores de harmonia questionam se o critério de julgamento atual não está sufocando a criatividade em prol de uma perfeição robótica e fria.
A análise técnica da apuração mostra que a escola foi penalizada em módulos onde o público e a crítica especializada haviam apontado uma performance de nota dez.
A dor do rebaixamento é sentida em cada barracão, onde milhares de trabalhadores agora enfrentam a incerteza de um ano com menos recursos e visibilidade nacional.
O regulamento da LIESA permite recursos, mas raramente o resultado do campo de jogo é alterado após a leitura oficial das notas no Sambódromo do Rio de Janeiro.
O que fica para o próximo ano é o desafio de reconstruir uma identidade ferida por notas que muitos consideram amargas e desproporcionais ao espetáculo visto.
A comunidade agora se une em torno da bandeira para tentar entender onde o planejamento falhou e como os jurados interpretaram de forma tão negativa o desfile.
A evolução, que deveria ser a fluidez do samba, tornou-se o carrasco de um sonho que levou doze meses para ser construído e apenas alguns minutos para acabar.
O Carnaval carioca prova, mais uma vez, que a distância entre a glória do título e o abismo do rebaixamento é medida por detalhes que quase ninguém consegue ver.
Você acredita que os critérios de evolução e harmonia estão se tornando técnicos demais e tirando a emoção e a espontaneidade do desfile das escolas de samba?
Fontes: Site Oficial da LIESA, Portal SRzd Carnaval, Jornal Extra (Coluna de Samba).
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