Escola cívico-militar
ESCOLA CÍVICO-MILITARES. A FALÁCIA DA DISCIPLINA EM DETRIMENTO A EDUCAÇÃO

O episódio recente na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava, SP, revela a falência do modelo de escolas cívico-militares implantado no governo do ex-capitão.
Durante uma aula sobre ordem unida, monitores militares cometeram erros graves de ortografia. Escreveram 'descançar' com 'ç' e 'continêcia' sem o 'n'.
Esse tipo de falha não é apenas um deslize, mas sintoma de um problema estrutural: a total falta de formação pedagógica dos policiais designados para a função.
Em uma escola de ensino fundamental ou médio, o que importa não é a disciplina ao melhor estilo academia de policia, mas a formação integral e crítica dos estudantes.
O modelo cívico-militares é defendido como solução para a falta de disciplina nas escolas, mas desconsidera o papel fundamental da educação que é formar cidadãos críticos, capazes de refletir e transformar a sociedade.
Ao colocar militares aposentados no papel de educadores, põe-se em risco a formação intelectual dos alunos. Policiais são treinados para a segurança, não para educar.
Sua experiência não se traduz em competência pedagógica, pois a educação exige habilidades como empatia, reflexão e estímulo ao pensamento crítico, competências que militares não têm.
O erro ortográfico na escola de Caçapava é um exemplo claro de que o foco da educação está sendo desviado. A militarização, a disciplina e a ordem como método pedagógico não resolve seus problemas mas os agrava.
A escola não pode ser um campo de obediência, um quartel. Ela deve ser um espaço de liberdade, contestação e aprendizado.
A verdadeira educação deve preparar os alunos para questionar o mundo ao seu redor, não para se submeter passivamente à ordem, a um comando hierárquico.
A formação de professores vai muito além do conhecimento de conteúdo. Ela inclui a capacidade de lidar com as complexidades emocionais e intelectuais dos alunos, de incentivá-los a pensar de maneira crítica.
Quando se coloca militares para ensinar, perde-se a chance de oferecer uma educação que realmente desenvolva o potencial dos jovens. A segurança nas escolas é um problema real, mas a solução não está na repressão.
A verdadeira mudança virá com investimentos em professores bem capacitados, que saibam criar um ambiente de aprendizado saudável e estimulante.
Ao priorizar disciplina sobre o ensino de qualidade, o modelo cívico-militares perde de vista o que realmente importa. Uma educação que permita aos alunos pensar por si mesmos, questionar e agir para transformar a sociedade.
O Brasil precisa de escolas que vão além do controle e da ordem, onde a reflexão, o debate e o aprendizado estejam presentes.
A priorização da disciplina cívico-militar sobre o pensamento crítico resulta em uma educação autoritária que incentiva a subordinação cega em vez de formar jovens críticos, frustrando com isso o potencial de transformação social da educação.
FONTE:
https://www.facebook.com/rene.ruschel.79?locale=pt_BR






