Escola cívico-militar em SP
ESCOLA CÍVICO-MILITAR EM SP
Em Caçapava, interior de São Paulo, as aulas começaram bem em uma escola cívico-militar da gestão (ou seria jestão?) Tarcísio e de seu cecretário da educassão, Renato Feder.
Dois militares reformados ensinaram aos alunos a ordem unida e um deles escreveu três palavras na lousa. Conseguiu a façanha (ou seria fassanha?) de errar duas delas. Escreveu DESCANÇAR e CONTINÊCIA.
Agora vai.

" DESCANSAR OU DESCANÇAR: O BURACO É MAIS EMBAIXO
Viralizaram nas redes sociais posts comentando erros ortográficos cometidos por militar aposentado atuando como monitor em escola cívico-militar no interior de São Paulo.
Alguns esclarecimentos: primeiro ortografia não tem nada a ver com a gramática da língua, tanto que ela só diz respeito à língua escrita. Ninguém comete erro ortográfico quando fala.
A ortografia é meramente uma convenção. TODOS cometemos erros de ortografia, sobretudo quando nos metemos a escrever palavras desconhecidas ou que usamos muito pouco. Alguém que se meta a escrever 'concupiscência', tem de tomar cuidado, pois corre o risco de grafar errado.
O sistema ortográfico, embora de base fonética, apoia-se também na etimologia. É bom lembrar que: 1. mesmos fonemas (sons da fala) podem ser representados por letras diferentes, como em sela e cela; 2. mais de uma letra pode representar um só fonema (nascer e quilo), 3. uma letra pode não representar nenhum som (hora).
O critério etimológico também não é muito rigoroso, pois manda escrever homem com h, pois vem do latim hominem, mas não manda colocar h em erva, que vem do latim herba(m). Por outro lado, manda colocar o h inicial em herbívoro e herbicida.
Mas vamos aos erros que viralizaram: DESCANÇAR e CONTINÊCIA. Trata-se de duas palavras do vocabulário ATIVO do militar-monitor, ou seja, são palavras que ele não só conhece como também usa (na aula, falavam de ordem unida).
Se ele errasse a grafia de concupiscência, de consecução, de abscesso, não haveria tanto alarde, porque são palavras que todos nós corremos o risco de escrever errado.
O fato é que o monitor grafou de forma errada palavras que normalmente não erramos a grafia e se esperava que ele não errasse também.
Para encerrar: ele grafou incorretamente palavras que conhece e usa. O que isso demonstra? Simplesmente nenhuma familiaridade com a língua escrita, ou seja, trata-se de pessoa que quase não escreve e que lê muito pouco. O problema vai bem além de escrever errado. O buraco é bem mais embaixo."
FONTE:
"NENHUM ALUNO DE ESCOLA CIVIL-MILITAR SE DESTACOU NO ENEM
O Governador Tarcísio disse que o jovem pobre não precisa de diploma.
Se essa é a “solução” para a Educação em SP, imagina o problema.
Na escola cívico-militar em Caçapava, a “disciplina” chegou antes da gramática: aluno aprendendo comando com “descançar” e “continêcia” no quadro, enquanto o governo vende o programa como sinônimo de excelência e qualidade.
Enquanto isso, professor concursado é desautorizado, militar aposentado vira “referência pedagógica” e a comunidade escolar é simplesmente ignorada na hora de decidir o futuro da escola.
Educação de verdade se faz com professor valorizado, escola estruturada e projeto pedagógico sério – não com farda, ordem unida e português errado."
Samuel Maia
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"A polêmica do modelo civico-militar nas escolas da rede estadual de ensino continua. Defendo que militarizar não melhora a educação.Ordem unida é fila, continência é obediência cega — não é ensino, não potencializa valores, é apenas repetição.
As notícias dão conta de regras de cabelo para as meninas, pros meninos, revista, isso não tem a ver com cidadania, mas com controle.
Escola é espaço de diversidade, de descobertas e de formação critica de caráter. Tudo que não interessa a esse governo autoritário do Tarcísio.
Não podemos aceitar esse modelo no ensino regular, a sociedade tem que se manifestar."Paulo fiorlo
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" Se essa é a “solução” para a Educação em SP, imagina o problema.
Na escola cívico-militar em Caçapava, a “disciplina” chegou antes da gramática: aluno aprendendo comando com “descançar” e “continêcia” no quadro, enquanto o governo vende o programa como sinônimo de excelência e qualidade.
Enquanto isso, professor concursado é desautorizado, militar aposentado vira “referência pedagógica” e a comunidade escolar é simplesmente ignorada na hora de decidir o futuro da escola.
Educação de verdade se faz com professor valorizado, escola estruturada e projeto pedagógico sério – não com farda, ordem unida e português errado."





