Linguagem inclusiva?

Linguagem inclusiva?

Linguagem inclusiva?

Ana Paula Bordin

Ontem, na bizarra e grotesca live semanal...

O psicopata fascista condenou as discussões sobre gênero no ambiente escolar e disse que quem adota linguagem inclusiva deveria ir para a 'ponta da praia', uma expressão usada por militares e que se refere à Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.

O local era conhecido pela execução de presos políticos durante a ditadura militar.

"Vai para ponta da praia, não tem cabimento isso, que país é esse?", disse, referindo-se à forma de linguagem inclusiva adotada, por exemplo, pelo Colégio Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, que, para combater preconceito a pessoas não binárias, adotou a forma 'querides alunes' em comunicado.

Isso mesmo.

Ele criticou o debate sobre gênero nas escolas e mandou pessoas que pensam diferente dele irem para o lugar onde pessoas eram assassinadas durante a ditadura.

É perverso. É cruel. É tirano.

É fascista.

É Brasil. É 2020.

165 mil mortos pela Covid-19;

Vacinas sendo refugadas e boicotadas pelo antigoverno;

O Amapá em apagão há quase duas semanas;

Quase 15 milhões de desempregados;

Mais de 40 milhões de pessoas trabalhando na informalidade;

Tensão e isolamento internacional;

Dólar a 6 reais;

Inflação;

Fome; Miséria; Insegurança;

Petrobrás sendo rifada;

Família Bolsonaro atolada em escândalos de corrupção.

E qual é a pauta da live do antipresidente?

Ataque à linguagem inclusiva;

Ataque ao debate de gênero;

Apologia à ditadura e à tortura.

Sinceramente. Chega a ser indecente de tão fascista que é esse cretino.

Fala vomitativa, claramente direcionada aos reacionários conservadores que o seguem.

A estratégia do pânico moral continua infalível entre os falsos moralistas.

-Ana Paula Bordin-

 

 

copiado do face de Ana Paula Bordin 

https://www.facebook.com/joao.velez.902 




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