Live de boas-vindas ou punição

Live de boas-vindas ou punição

Live de boas-vindas ou punição coletiva disfarçada de formação?

 

Mais uma vez, o início do ano letivo na rede estadual de Santa Catarina foi marcado por uma live enfadonha da Secretaria de Estado da Educação. Professoras e professores, reunidos em salas muitas vezes sem condições adequadas para acolher o número de profissionais, foram obrigados/as a assistir a um monólogo marcado por atrasos, frases prontas e praticamente nenhum espaço real para escuta ou diálogo.

Em muitas escolas, sequer havia condições mínimas para a transmissão. Falta de sinal de wi-fi, internet instável ou inexistente e ausência de estrutura tecnológica escancararam, logo no primeiro dia, o abismo entre o discurso oficial e a realidade concreta das unidades escolares. A gestão exige conexão, mas não garante nem o básico.

Enquanto a Secretaria fala em “a escola que queremos”, “fortalecer a comunidade escolar” e “formar talentos”, a realidade nas escolas é bem diferente: desvalorização profissional, unidades sem condições mínimas para iniciar as aulas, falta de professores/as, equipes administrativas e pedagógicas incompletas, número reduzido de trabalhadores/as terceirizados/as, além de perseguição política e assédio institucional a quem ousa questionar.

Essa gestão ignora que cerca de 70% da categoria é composta por ACTs, obrigados/as a pular de escola em escola, sem estabilidade, sem pertencimento e vivendo a angústia da espera por aulas na escolha de vagas para poder iniciar o trabalho. Muitos sequer conseguiram assistir à live, pois ainda aguardam vagas no sistema.

Os relatos que chegam ao sindicato e os comentários em grupos de professores/as evidenciam a insatisfação e a indignação da categoria. Para muitos, essa chamada “jornada pedagógica” soou mais como punição e imposição do que como formação.

Educação não se faz com live, frase bonita ou marketing institucional.

Educação se faz com investimento, valorização profissional, diálogo real e respeito à categoria.

Esperamos que, um dia, essa chamada “jornada pedagógica” seja pensada em sua totalidade e cumpra de fato um papel formativo, com impacto real na prática pedagógica e na aprendizagem dos estudantes e não como um palco

FONTE:

Sinte SJ de luta

 

 

 

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JORNADA PEDAGÓGICA DO RS TRANSFORMADA EM PREENCHIMENTO DE PLANILHAS

 

Abaixo alguns desabafos publicados como 

"DENÚNCIAS E DASABAFOS"

https://www.facebook.com/tomenota.dicasdeeducacao/?locale=pt_BR 

 

"Vou comentar aqui pois vc sabe que muitas vezes acabamos nos expondo e sofrendo consequências.

Eu tbm como supervisora pedagógica me sinto muitas vezes constrangida de pedir para os professores preencherem tantas planilhas, na escola que trabalho eu dei um prazo um pouco maior para a entrega dos planejamentos, depois vou me ver com a nossa mentora 🤦🏽‍♀️ .

Estas mentoras tbm, vão até a escola e ficam o dia inteiro despejando conteúdos, planilhas e mil e uma exigências a nós da equipe diretiva, não podemos modificar nada sem falar com elas. Te juro que teve duas ou três vezes que nem ao banheiro eu fui uma manhã toda só escutando ela. Sei que elas tbm são cobradas, mas é desumano o que fazem conosco."

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"Bom dia!

Ainda sobre as planilhas que estão cobrando dos professores, ninguém mais aguenta, cobrança de mais uma planilha semanal, além da semestral, do Escola RS, mínimo três avaliações por trimestre, plataforma, portal RS...

E a preparação das aulas como ficam? E nossa família, descanso e nossa saúde?

Impossível!"

 

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(Não sei quem escreveu, mas concordo 100%) Penso que isso deveria ser publicado e compartilhado nas redes e mídias. Quanto maior visibilidade, maior a repercussão em nosso favor!!!!

**MANIFESTO DE REPÚDIO À BUROCRATIZAÇÃO EXCESSIVA DO TRABALHO DOCENTE

Nós, educadores e educadoras comprometidos com a qualidade da educação, manifestamos nosso veemente repúdio à crescente imposição de planilhas, relatórios e demandas burocráticas que têm ocupado, de forma desproporcional, o tempo destinado ao exercício essencial da docência: planejar, ensinar, acompanhar e transformar vidas por meio da aprendizagem.

A escola não pode se tornar refém de números que pouco dialogam com a realidade da sala de aula. A multiplicação de planilhas, muitas vezes redundantes e pouco eficazes, não se traduz automaticamente em melhoria da qualidade educacional. Ao contrário: retira do professor o tempo precioso que deveria ser investido na construção de metodologias ativas, na elaboração de estratégias inclusivas, na análise pedagógica das aprendizagens e no acompanhamento individual dos estudantes.

Planejar exige tempo. Inovar exige reflexão. Aplicar metodologias ativas exige estudo, organização e intencionalidade pedagógica. Quando o professor é sobrecarregado por tarefas administrativas excessivas, o que se compromete não é apenas sua saúde mental, mas a própria qualidade do ensino ofertado aos alunos.

Defendemos uma gestão educacional que confie na autonomia docente, que valorize o trabalho intelectual do professor e que compreenda que educação de qualidade se constrói com planejamento, diálogo, formação continuada e condições dignas de trabalho, não com acúmulo de formulários.

Reafirmamos que o tempo do professor é tempo pedagógico. E o tempo pedagógico deve ser protegido.

Por uma educação que priorize o que realmente importa: a aprendizagem significativa, o pensamento crítico e o desenvolvimento integral dos nossos estudantes.**

Via MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL DO RS

 

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"CONTRATADAS SEMPRE DESCARTÁVEIS, GRÁVIDAS OU NÃO!

Uma professora contratada trabalhava há anos numa escola do centro de Porto Alegre. No início do ano letivo de 2026, sem que a direção planejasse e organizasse a da melhor forma possível, simplesmente colocou a colega à disposição, depois, é claro, de cumprir os protocolos da hipocrisia de dar beijos, abraços e perguntar como foram as férias, além de colocar a mão na barriga para "abençoar" futura mãe desamparada.

Imaginem vocês nestas condições, voltando de férias e recebendo uma notícia assim, a queima roupa? Se virem... descubram onde vão trabalhar, independentemente de quão distante seja e do trabalho que você realizou. Pois é assim que centenas de milhares de contratadas e contratados são tratados pelos governos neoliberais que só precarizam nossas condições de trabalho, contando sempre com a conivência da política sindical do CPERS para os contratos "emergenciais".

E o que diz a direção do CPERS e o seu escritório de advocacia sobre isso? Absolutamente nada, senão que ajudam o governo, as CREs e as direções autoritárias a se justificarem.

O método burocrático apoia-se em dados estatísticos e "legislações", independentemente de qualquer coisa. Os burocratas, sejam eles do governo, das CREs, das direções de escola ou do sindicato, fundamentam suas decisões em regras fixas obtidas mediante dados estatísticos e declarações oficiais, ao invés de responder a seres vivos que se postam diante deles.

Seguimos denunciando e combatendo o "normal" que eles legitimam..."

 

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"Escravidão dos tempos modernos 😥😥😥😥

Em 46 anos de trabalho, sempre em sala aula, NUNCA aconteceu um absurdo desses, um trabalho humanamente impossível de se fazer, em 3 dias fazer o planejamento anual, e o planejamento semanal das aulas do 1° trimestre.

E isso não é apenas UM planejamento, pense em professores que tem 3, 4 disciplinas diferentes, conteúdos diferentes, com todo ensino fundamental das séries finais, e mais as turmas do Ensino Médio, como fazer TODOS esses planejamentos em 3 dias?

Conseguem imaginar quantas planilhas terão que fazer até sexta feira??"

 

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