Maior doador de Flavio
DO PIX DE R$ 2,4 MILHÕES AO "RECONHEÇO LULA":
O MAIOR DOADOR DE FLÁVIO BOLSONARO TEM CONTRATOS MILIONÁRIOS COM PREFEITURAS NA BAHIA, VÊ O CANDIDATO PERDER E PULA DO BARCO EM MENOS DE 24 HORAS!
A teia de interesses em torno da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou contornos emblemáticos com a revelação dos dados oficiais de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), detalhados em reportagem do Metrópoles.
O posto de maior doador individual da campanha não pertenceu a ideólogos radicais nem a entusiastas da "guerra cultural", mas ao empresário baiano Marcelo Soares Cruz, dono da Genesis Inovações Empresariais — companhia que acumula dezenas de milhões de reais em contratos públicos de terceirização com prefeituras do sudoeste da Bahia.
O caso expõe a promiscuidade entre verbas municipais e campanhas nacionais, além da velocidade com que o pragmatismo empresarial abandona o clã no minuto seguinte à apuração:
O PIX milionário no segundo turno:
Segundo os registros do TSE, Marcelo Soares Cruz destinou nada menos que R$ 2,42 milhões à candidatura de Flávio Bolsonaro por meio de transferências via PIX logo após o primeiro turno.
A cifra expressiva alçou o empresário de 45 anos ao topo do ranking de financiadores privados do senador, superando doadores tradicionais do agronegócio e do mercado financeiro.
A engrenagem dos R$ 44 milhões em Guanambi e contratos na região: Levantamentos no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e em diários oficiais revelam que a empresa de Cruz mantém contratos vultosos de fornecimento de mão de obra terceirizada com administrações municipais.
O maior contrato em vigor foi firmado com a prefeitura de Guanambi (BA), alcançando a marca de R$ 44 milhões.
A companhia também abocanhou acordos milionários em Correntina (R$ 14,5 milhões), Urandi (R$ 13 milhões) e Maiquinique (R$ 9,8 milhões).
O coronelismo derrotado pela consciência popular:
Em Guanambi, onde o prefeito Nal Azevedo e o secretário de governo Edileno Oliveira (ambos do Avante) declararam voto em Flávio e usaram as redes para afirmar que "valores não têm preço", a pressão econômica não dobrou a população trabalhadora.
Mesmo com a máquina municipal e o maior doador do país operando na cidade, o resultado das urnas consagrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 35.676 votos, contra 20.269 do candidato do PL.A "identificação ideológica" que expirou no domingo:
O detalhe mais demolidor do episódio foi o desembarque fulminante do financiador.
Enquanto Flávio Bolsonaro fugia de van pela fronteira argentina para chorar fraude imaginária nos Estados Unidos, a defesa de Marcelo Cruz apressou-se em emitir nota pública selando o rompimento com a bravata golpista:
"Marcelo respeita o resultado das urnas, reconhece o presidente eleito como presidente de todos os brasileiros e deseja que ele faça uma boa gestão do país".
A dita "identificação de princípios" durou exatamente até o encerramento da totalização dos votos.
O pragmatismo do cofre contra o delírio de Miami:
A debandada do principal doador de Flávio desnuda a lógica do capital que gravita em torno do poder.
Para o empresariado que vive de licitações públicas, a retórica conspiratória de internet não enche o bolso nem garante a continuidade de faturamentos milionários.
Enquanto a família Bolsonaro se afunda em discursos apócrifos no exterior e se isola na extrema-direita trumpista, quem tem negócios no Brasil real corre para reconhecer a legitimidade de Lula 4 e garantir a normalidade dos seus contratos.
Flávio Bolsonaro achou que tinha conquistado aliados incondicionais, mas descobriu que a lealdade comprada com promessas de poder dura apenas até o apito final da Justiça Eleitoral.
O Brasil soberano segue em frente sob a liderança democrática de Lula, enquanto o herdeiro descobre que, fora do cercadinho de fanáticos, o mundo dos negócios já reconheceu a autoridade de quem venceu as eleições de forma limpa e indiscutível




