O Silêncio Mata

O Silêncio Mata: Agosto Lilás intensifica cobrança por ações efetivas contra a violência de gênero
Foram 61 socos em 31 segundos e uma cirurgia de sete horas para reconstruir o rosto.
Foram 127 facadas e três filhos que, agora, ficam sem a mãe.
Nos últimos dias, casos brutais de violência contra as mulheres chocaram o Brasil e acenderam um alerta ensurdecedor: o Estado ainda não conseguiu frear o número de feminicídios nem de agressões. Enquanto isso, meninas, adultas e idosas seguem desprotegidas.
Fundado pela força das trabalhadoras da educação, o CPERS, através do seu Departamento de Mulheres, reforça a necessidade de fortalecer o debate sobre prevenção à violência e intensificar a cobrança por ações efetivas, tanto das autoridades quanto da sociedade, em defesa da vida de todas. O Agosto Lilás, mês destinado à mobilização nacional pelo fim do ódio às mulheres, é central para avolumar a luta feminista e exigir políticas de enfrentamento à misoginia.
O Sindicato, que reúne uma categoria primordialmente feminina, é membro ativo do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres (CEDM) e se faz presente em todos os atos públicos encabeçados pelos movimentos, como o tradicional 8 de Março e a campanha “Criança não é mãe!”, atuando cotidianamente pela dignidade das professoras, funcionárias de escola e especialistas, da ativa e aposentadas, e jamais se ausentará da responsabilidade que tem enquanto entidade sindical de educadoras(es).
É urgente discutir as desigualdades de gênero dentro da sala de aula, problematizar comportamentos violentos e repensar os padrões de conduta ensinados aos meninos. Mais do que isso, é fundamental que meninas e mulheres estejam instrumentalizadas para identificar os primeiros sinais de violência e saber como pedir ajuda. Contudo, essa é uma responsabilidade de todas as instâncias: educação, saúde, justiça, segurança pública e assistência social.
O CPERS segue comprometido com a busca por conquistas estruturais e duradouras, capazes de garantir vida longa a todas nós. Por maior seriedade e agilidade na construção de políticas públicas para as mulheres e pelo fim da violência de gênero! A proteção da vida das mulheres é para ontem!
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