O templo que virou shopping

O templo que virou shopping

O Deus que virou marca — e o templo que virou shopping

06/02/2026

 

Bom dia.

Hoje eu venho com um questionamento que deveria incomodar todo ser humano pensante, independente de ser cristão, crente, espiritualista, ateu ou agnóstico.

Você que se diz cristão — ou crente — já parou para observar com honestidade o que aconteceu com a sua fé nos últimos 8 a 10 anos?

Porque, goste você ou não, algo foi profundamente adulterado.

Há alguns anos, a igreja era vista — por crentes e não crentes — como um espaço de acolhimento, silêncio, cura interior, transformação moral e encontro comunitário. As pessoas iam para buscar paz, perdão, direção e uma reconexão com algo maior que o dinheiro e o poder.

A igreja era um lugar onde o pobre se sentia digno, o quebrado se sentia abraçado, o envergonhado encontrava redenção.

Hoje, em muitos lugares, a igreja virou palco de espetáculo, vitrine de sucesso, palco político e máquina de arrecadação.

O Jesus da Bíblia — aquele que expulsou os mercadores do templo com um chicote nas mãos — foi substituído por um “Jesus CEO”, empreendedor, coach, investidor e patrocinador do luxo.

O Jesus que denunciava a ganância foi trocado por um Jesus que legitima a ostentação.

O Jesus que andava com prostitutas, mendigos e leprosos foi trocado por um Jesus que anda de jatinho, relógio de ouro e terno sob medida.

E aí está a grande contradição histórica:

👉 O mesmo Cristo que expulsou comerciantes do templo foi ressuscitado como logomarca de um império religioso comercial.

O templo virou shopping center espiritual.

Onde antes se falava de arrependimento, hoje se fala de “mentalidade milionária”.

Onde antes se pregava humildade, hoje se prega competição.

Onde antes se falava em dividir o pão, hoje se fala em “semear no altar para prosperar”.

Onde antes se falava em servir, hoje se fala em dominar.

Onde antes se falava em amar o próximo, hoje se fala em odiar o diferente.

E o mais perigoso:

👉 muitos fiéis não perceberam que sofreram uma lavagem cerebral teológica e política.

Pastores que deveriam cuidar de almas passaram a cuidar de votos.

Pregadores que deveriam falar de salvação passaram a fazer campanha eleitoral disfarçada de culto.

E milhões de pessoas, de boa fé, foram levadas a acreditar que apoiar políticos corruptos é “defender Deus”.

Mas a pergunta central é simples e devastadora:

🔹 Qual Deus você está servindo?

O Deus de Jesus — que defendia pobres, expulsava exploradores e confrontava o poder?

Ou o “Deus mercado” — que legitima exploração, desigualdade e luxo religioso?

O cristianismo virou negócio porque muitos cristãos trocaram espiritualidade por conforto ideológico.

E quando a fé vira instrumento de poder, ela deixa de ser fé — vira manipulação.

Reflexão final — pra doer, mas libertar

Talvez o problema não seja a religião.

Talvez o problema seja você ter parado de pensar.

Talvez você tenha delegado sua consciência a um pastor, a um político ou a um influenciador espiritual.

E enquanto você dormia, transformaram sua fé em mercadoria.

Se Jesus voltasse hoje, ele não iria para os grandes templos.

Ele iria para as periferias, hospitais públicos, favelas, abrigos e cozinhas solidárias.

E faria exatamente o que fez há dois mil anos:

👉 derrubaria as mesas dos mercadores modernos — que usam Deus para enriquecer enquanto o povo sofre.

A grande revolução espiritual começa quando você para de obedecer cegamente e começa a pensar livremente.

E quando isso acontecer…

nenhuma igreja-empresa, nenhum pastor-político e nenhum falso profeta conseguirá controlar sua mente novamente.

Pense nisso.

Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André negrão.

FONTE:

Andre Luiz Thiago 




ONLINE
43