Pavor da ultrapassagem eleitoral

Pavor da ultrapassagem eleitoral

 

 

Tentar disfarçar o pavor da ultrapassagem eleitoral com a desculpa pueril de que "só disse que não ia para fazer Lula confirmar" é o retrato acabado do descompasso que tomou conta do comitê de Flávio Bolsonaro (PL) a onze dias da eleição.

Como resumiu com precisão cirúrgica o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), ex-aliado do clã que hoje atua na campanha petista: não foi coragem, foi cálculo e desespero. A reviravolta em menos de 24 horas — cancelando a desistência anunciada com empáfia na terça-feira — não decorre de nenhum arroubo de valentia, mas da leitura apavorada dos trackings internos que apontam uma trajetória de crescimento vertiginoso de Luiz Inácio Lula da Silva, com risco iminente de cruzamento de curvas antes do próximo fim de semana.

Os números das pesquisas públicas registradas já vinham emitindo alertas vermelhos para o quartel-general bolsonarista:

Derretimento no PoderData/AYA: A vantagem de seis pontos conquistada na largada do segundo turno desidratou para apenas dois pontos em cinco dias nos votos válidos (51% de Flávio contra 49% de Lula), configurando empate técnico rigoroso dentro da margem de 1,8 ponto percentual;

Virada histórica na juventude (BTG/Nexus): Além do empate técnico consolidado (52% a 48%), o levantamento revelou uma explosão de votos para Lula no eleitorado de 16 a 24 anos, saltando de 49% para 57% — reflexo direto da adesão em massa ao fim da escala 6x1 e da mobilização territorial nas redes e universidades;

Pânico nos bastidores: O vazamento de pesquisas diárias do próprio PL, relatado por interlocutores em Brasília, indicou que Lula já assumiu a liderança numérica em praças estratégicas do Sudeste, empurrado pela alta histórica da confiança do consumidor (Atlas/Bloomberg) e pelo lançamento do Prospera MEI.

Ficar em casa e deixar a Band exibir um púlpito vazio em horário nobre, enquanto Lula conversava diretamente com mais de 30 milhões de telespectadores, significaria assinar o atestado de rendição e acelerar a migração do voto indeciso.

Este é o segundo recuo humilhante de Flávio Bolsonaro em questão de 48 horas: primeiro, engoliu o orgulho e mandou a bancada votar a favor do fim da escala 6x1 para conter o sangramento popular; agora, volta atrás sobre o debate após perceber que a farsa da cadeira vazia cobraria um preço fatal nas urnas.

No domingo (18), às 20h, o filho "01" terá de encarar o terreno que mais teme: a televisão aberta, sem a proteção dos algoritmos enviesados da Meta, sem a censura monocrática de canais no TSE e sem mensagens que se autodestroem no Confide. Diante de Lula, Flávio terá que explicar:

O plano de "tesouraço" de R$ 250 bilhões contra os pisos constitucionais da Saúde, da Educação e os benefícios do INSS;

A sua assinatura na PEC 12/2026 para instituir o salário fatiado por hora trabalhada;

A condição de "usuário master" na conta da offshore na Ilha da Madeira, ligada ao jatinho de US$ 5,5 milhões compartilhado com Daniel Vorcaro e aos operadores da Operação Sem Desconto;

As campanhas difamatórias que tentaram fraudar a fé cristã no feriado de Aparecida para esconder a falta de projeto para o país.

A soberba do "já ganhou" durou exatamente dez dias. O Brasil real, mobilizado nas ruas e farto de ameaças autoritárias, impôs a realização do confronto: no domingo, a democracia estará diante do espelho na TV Bandeirantes.

#LulaPresidente

FONTE:

Hilton Aquino 




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