Produção acadêmica brasileira

Produção acadêmica brasileira

EM MEIO A CORTES E CRÍTICAS, OS NÚMEROS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA BRASILEIRA  

O Brasil é o décimo terceiro maior produtor mundial de publicações de pesquisa, e sua produção acadêmica cresce anualmente

Mas, afinal, como é a produção acadêmica brasileira? As áreas de exatas e biológicas têm, de fato, mais impacto que as áreas de ciências humanas e sociais? Quais são as universidades que produzem pesquisa no Brasil? Em 2016, a equipe de analistas de dados da Clarivate Analytics analisou documentos de pesquisa brasileiros publicados entre 2011 e 2016 e comparou os números com os de outros países. A ÉPOCA mostra, em gráficos, o desempenho da produção acadêmica nacional.

Quanto o Brasil produz?

O Brasil é o 13.º maior produtor mundial de publicações de pesquisa e sua produção acadêmica cresce anualmente. Foram mais de 250 mil papers produzidos no período. Os EUA, que ocupam a primeira posição, publicaram dez vezes mais: 2,5 milhões. A Índia, parceira de BRICS, ocupa o 11.º lugar, com 347 mil papers. Nossos vizinhos latino-americanos não figuram nas primeiras 20 posições. Os números são baseados na base de dados multidisciplinar Web of Science, editada pela Clarivate Analytics

Mas e o impacto?

Uma das principais métricas para medir o impacto de uma pesquisa é o número de vezes que ela foi citada em pesquisas posteriores. Isso porque as publicações científicas citam documentos anteriores para validar uma contribuição intelectual. Alguns estudos usam apenas a contagem média de citações por publicação científica. A Clarivate ajustou esses números: a contagem de citações de publicações foi normalizada em relação à média mundial de citações esperada para o campo de conhecimento e o ano de publicação. Diante disso, o que se viu é que o impacto da citação do Brasil historicamente foi abaixo da média mundial, mas aumentou mais de 15% nos seis anos do estudo. Caso a tendência atual fosse mantida, em 2021, o índice brasileiro atingiria a média global de 1,0.

As áreas em que o Brasil se destaca

De acordo com o relatório, 60% das despesas internas brutas em pesquisa e desenvolvimento vão diretamente para a pesquisa realizada nas instituições de ensino superior. Mais 10% são investidos em pesquisas não orientadas e os outros 30% alocados em setores específicos. Os maiores receptores são os setores agrícola (10%), de tecnologia industrial (6%) e saúde (5%).

Em relação ao número de papers, s áreas em que a produção acadêmica mais se concentrou no período foram as de medicina clínica, ciência de plantas e animais, ciências agrárias, química, física e engenharia. Elas não são, no entanto, necessariamente as que tiveram maior impacto.

Os papers que mais tiveram citações posteriores estão nas áreas de ciências espaciais, física, matemática, psiquiatria e psicologia, e ecologia e meio-ambiente. A área de ciências sociais, criticada pelo ministro, fica na décima quinta posição, entre 22 categorias. Medicina e engenharia, por exemplo, ficam na frente, na sétima e oitava posição.

Mas isso não é tudo. Na análise da porcentagem de artigos brasileiros nos primeiros 1% e 10% dos artigos mais citados no mundo, a classificação é diferente. Nesse caso, aparecem em ordem: medicina clínica, imunologia, geociências, biologia molecular e genética, e ciências sociais. Engenharia fica em décimo primeiro lugar.

Quem produz conhecimento no Brasil?

A Universidade de São Paulo (USP) é a maior produtora de documentos de pesquisa científica do Brasil — mais de 20% da produção nacional. Mas fica atrás da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no nível de de citações de seus artigos. O mesmo acontece quando se trata do 1% dos artigos mais citados no mundo: UERJ e Unicamp lideram, seguidos por Universidade de Brasília, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade de São Paulo. Vale destacar que das 20 universidades mais destacadas do Brasil, 14 são federais — as instituições sofreram contigenciamento de 3,5% no orçamento, e bloqueio de 30% da verba para despesas discricionárias, que incluem pagamento de contas de luz, telefone e água, e investimentos (incluindo pesquisas).

 

Obs 
OS GRÁFICOS PODEM SER CONSULTADOS NO LINK ABAIXO

 

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