Professores aprovados em concurso de 2023
Quase um mês após anunciar chamamento, Estado ainda não nomeou os 327 professores aprovados em concurso de 2023
Candidatos entraram em nova lista do certame depois de revisão do resultado feito a partir de equívoco administrativo apontado pela PGE
Isabella Sander - Repórter

André Ávila / Agencia RBS
Anunciado no dia 1º de julho pelo governo do Estado, o chamamento de mais 327 professores aprovados em um concurso de 2023 ainda não foi concretizado. Foi nessa data que foi publicada a retificação da homologação do resultado final e da classificação no certame, que havia passado por um erro de cálculo que deixou de fora candidatos que, com a avaliação correta, seriam aprovados.
No mesmo dia em que a retificação foi divulgada no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul (DOE-RS), uma notícia no site da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informava que os 327 novos aprovados tinham sido chamados. As nomeações, contudo, ainda não ocorreram. Procurada, a pasta não respondeu sobre o motivo para o atraso no chamamento.
O atraso acontece em meio ao clima de frustração entre os candidatos. No total, 784 pessoas calculavam que, após a revisão, teriam nota suficiente para serem convocadas. O grupo vem buscando mudar esse cenário junto a parlamentares e ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A Seduc não prevê novos chamamentos referentes a esse concurso.
O concurso de 2023 tinha a previsão de preencher 1,5 mil vagas de professores. Ao todo, 1.542 candidatos foram classificados e nomeados no dia 27 de dezembro. Destes, segundo apurou Zero Hora por meio da Lei de Acesso à Informação, somente 1.286 tomaram posse de fato – os 256 restantes tiveram as suas nomeações tornadas sem efeito, seja por desistência, não comparecimento na hora da posse, impedimentos legais, entre outros.
Em um ano e meio, outros 98 docentes concursados naquele certame pediram exoneração, o que faz com que, hoje, quase um quarto dos nomeados inicialmente não esteja atuando.
O concurso de 2023
Um parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) identificou um "equívoco administrativo" na interpretação do cálculo da linha de corte dos classificados no concurso de 2023. O Instituto AOCP, responsável pela seleção, havia considerado a pontuação da prova de títulos juntamente com as provas objetiva e de redação para a linha de corte.
No entanto, o entendimento da PGE foi de que a prova de títulos deveria apenas estabelecer a ordem de classificação dos aprovados, e não a linha de corte. A Seduc solicitou à AOCP uma nova classificação final, o que ocorreu em janeiro de 2025.
Dos 2.326 candidatos que obtiveram nota suficiente para a prova de títulos, 1.542 foram nomeados, restando 784 que poderiam ser chamados conforme a necessidade da Seduc. A promessa inicial da Seduc era de nomear esses novos nomes no início do ano letivo de 2025. Contudo, essa nomeação não se concretizou, e o número de possíveis nomeados foi reduzido, o que gerou um "banho de água fria" nos candidatos.
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