Professores aprovados em concurso de 2025
"Em abril vamos começar o chamamento", afirma secretária da Educação sobre professores aprovados em concurso de 2025
Em entrevista, Raquel Teixeira aponta que 6 mil novos docentes da rede estadual são esperados nas escolas a partir de maio
Em entrevista, Raquel Teixeira aponta que 6 mil novos docentes da rede estadual são esperados nas escolas a partir de maio
Titular da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul desde 2021, a professora Raquel Teixeira tem ampla trajetória na área. Nascida em Goiânia (GO), ela é mestre e PhD em Linguística pela Universidade da California em Berkeley, nos Estados Unidos.
Graduada em Letras e mestre em Letras e Linguística pela Universidade de Brasília (UnB), ela também fez pós-doutorado em Língua e Cultura pela Escola de Altos Estudos de Paris e especialização em Etnolinguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Em entrevista para Zero Hora, a secretária comenta sobre assuntos que vão marcar 2026 na rede estadual. Às vésperas do início do ano letivo, marcado para a próxima quarta-feira (18), ela apresenta dados sobre reprovação de estudantes, fala da proibição do celular em sala de aula e dá prazos para o chamamento de professores aprovados em concurso.
Confira a entrevista:
O RS ainda tem um índice alto de reprovação. Um dos aspectos que deve marcar esse ano letivo é a progressão parcial, que foi renovada para 2026, certo?
Temos em torno de 5 mil alunos em um universo de 700 mil na progressão parcial. Então, é muito pouco, não é isso que definiu o resultado. O que de fato houve é uma melhora na aprovação e nos índices de reprovação, e esses são os dados mais importantes.
A gente tinha um índice de 12,5% de reprovação (em 2024 no Ensino Médio da rede estadual) e caímos para 7,6% em 2025. Isso desmente aquela fala de que existe aprovação automática aqui. Até porque, se fosse aprovação automática a gente estava em zero de reprovação, e 7,6% ainda é o dobro da média nacional, que é em torno de 3,5%.
A gente tinha um índice de 12,5% de reprovação e caímos para 7,6% em 2025. Isso desmente aquela fala de que existe aprovação automática.
Só para lembrar, em Goiás, o percentual de reprovação é de 1,8%; no Ceará é de 2,3%; no Paraná é por volta de 2,8%. Então, 7,6% ainda é um índice de reprovação muito alto, mas a queda de 12 para 7% é uma queda fenomenal. E, de certa forma, está atrelado com a própria queda no abandono, na evasão, que foi de 3,5% para 3,2%, também ligada à aprovação do Ensino Médio, que era de 83% na proficiência e foi para 89%.
É claro que tudo isso é resultado de programas como a (Política) Proteção à Trajetória do Estudante, que tem uma inteligência artificial (IA) que prediz evasão. Cada escola tem que fazer um plano de ação para atender esses alunos em risco de evasão. Nós tivemos 152,7 mil planos de ação, que são ações diretas para reter e apoiar o aluno na permanência da escola.
Quais são as perspectivas para o começo do ano letivo de 2026 na rede estadual?
Nós temos hoje uma rede que sabe que tem que estar coesa para que a política pública educacional seja implantada. Uma política pública se mede pelos resultados, e não pela intenção.
Todo mundo tem a intenção de ter uma boa escola pública, uma escola de qualidade. Mas é preciso saber os caminhos que geram, de fato, a aprendizagem, até para fazer valer a Constituição, que garante a todos o direito à educação. E nós sabemos que o direito à educação se concretiza na aprendizagem.
É preciso saber os caminhos que geram, de fato, a aprendizagem, até para fazer valer a Constituição, que garante a todos o direito à educação.
Então, nós encerramos o ano e começamos esse novo ano com perspectivas promissoras. Temos problemas com merendeira, com obras e tudo, mas não existe varinha de condão. Aos poucos, nós estamos superando esses desafios, e o importante é que na parte pedagógica o avanço foi muito grande.
Outra mudança importante é o reordenamento da rede, com a municipalização. Foram garantidas vagas, professores e monitores de educação inclusiva para todos? Quais os impactos das mudanças na rede?
Vaga não é questão de conseguir ou não, é obrigação do Estado. Então, se houver uma demanda, a gente tem que dar um jeito de atender, nem que isso signifique abrir turma nova na escola. É claro que você pode, às vezes, com um ou dois alunos, colocar numa sala que já está formada. Depende do número de alunos. Mas, em princípio, não deve haver falta de vaga.
E nós vamos viver esse ano um novo momento da educação inclusiva. Temos mais professores de AEE (Atendimento Educacional Especializado), nós temos inclusive um projeto de lei para ser encaminhado para a Assembleia Legislativa, ampliando consideravelmente o número de AEEs para atender.
Vaga não é questão de conseguir ou não, é obrigação do Estado. Então, se houver uma demanda, a gente tem que dar um jeito de atender, nem que isso signifique abrir turma nova na escola.
Quanto às matrículas, a gente deve ficar nos 700 mil alunos, assim como no ano passado. Isso é extraordinário, porque com as municipalizações e com a redução da natalidade, a tendência é as redes irem diminuindo, mas nós tivemos um movimento inusitado esse ano. Tivemos 18% de aumento de demanda nova em relação ao ano passado. São 26 mil novas inscrições no primeiro ano, principalmente do Ensino Médio, com que a gente não contava. E isso é um movimento novo, porque a gente estava perdendo alunos.
Terá professores o suficiente? Como está a situação do quadro docente para 2026? Serão chamados professores do concurso de 2025?
O edital deste concurso sai em abril. Houve recurso, idas e vindas. Em abril vamos publicar o edital e começar o chamamento. Para o início das aulas, teremos professores efetivos e temporários cobrindo tudo, porque a gente está contando, de fato, com esses 6 mil novos professores a partir de maio.
Sobre lacunas, depende da região. Por exemplo, a Serra é sempre um lugar de preocupação, porque a oferta de trabalho lá é muito grande e compete com o magistério. Também há vários municípios fizeram concurso para professor. Estamos com tudo coberto agora, mas é muito dinâmico.
Em abril vamos publicar o edital e começar o chamamento. Para o início das aulas, teremos professores efetivos e temporários cobrindo tudo, porque a gente está contando, de fato, com esses 6 mil novos professores a partir de maio.
Esse movimento existe, você não tem como evitar. Mas temos um banco de reserva grande, preparado para suprir as lacunas. As lacunas vão aparecendo, até porque a Serra é sempre uma região difícil. Professor de inglês, de espanhol, de matemática, artes, são os que a gente tem mais dificuldade. Só vamos fechar (o quadro) após o encerramento das matrículas, que estão em processamento. Mas, em princípio, temos professor alocado para todas as salas de aula.
Outra grande preocupação são as ondas de calor. Ano passado, o início do ano letivo atrasou por conta disso. Como a rede estadual se preparou para isso?
Avançamos muito. E os dados oficiais, inclusive do Ministério da Educação, mostram que o Rio Grande do Sul tem 48% das salas de aula climatizadas, percentual 10% acima da média nacional. A média nacional de climatização é 38% das salas de aula. No RS é 48% na rede estadual. Estamos trabalhando nisso, mas avançamos muito em relação ao ano passado.
E a restrição dos celulares, qual o impacto dessa medida, um ano depois?
Foi uma medida muito acertada. Nós fizemos uma pesquisa com 6 mil participantes, entre professores, diretores e estudantes, e a grande maioria tem a percepção de que melhorou. A ausência do celular na aula aumentou a concentração e o engajamento dos alunos, reduziu a dispersão e melhorou o convívio social, principalmente no recreio.
A ausência do celular na aula aumentou a concentração e o engajamento dos alunos, reduziu a dispersão e melhorou o convívio social.
A pesquisa também mostra caminhos claros que precisam ser aperfeiçoados. Em primeiro lugar, vamos ter que padronizar a forma de guardar o celular. No primeiro decreto que fiz, a gente deixou a critério da escola escolher se queria que o aluno mantivesse na mochila desligado, se ia recolher na entrada da escola, se ia colocar um armário na sala.
Nós estamos achando que, talvez, uma padronização seja importante, mas não tem nada decidido. Estamos estudando e entendendo a pesquisa. Mas tivemos avanços claros. Tivemos um aumento de participação nos exames nacionais, 90% da rede participou. A gente nunca tinha passado de 75%, por exemplo. Nós reduzimos a evasão de 3,5% para 3,2%, expandimos as escolas de tempo integral em mais de 2000%.
FONTE:
EDITAL N° 31/2026 – RESULTADO DO PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO DA AUTODECLARAÇÃO – CANDIDATOS NEGROS – PÓS-RECURSO
EDITAL N° 32/2026 – RESULTADO DO PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO DA AUTODECLARAÇÃO – CANDIDATOS TRANS – PÓS-RECURSO
EDITAL N° 33/2026 – RESULTADO DA ANÁLISE DA DOCUMENTAÇÃO DOS CANDIDATOS INSCRITOS PARA CONCORRER ÀS RESERVAS DE VAGAS – INTEGRANTES DOS INDÍGENAS – PÓS-RECURSO
EDITAL N° 34/2026 – RESULTADO DA ANÁLISE DA DOCUMENTAÇÃO DOS CANDIDATOS INSCRITOS PARA CONCORRER ÀS RESERVAS DE VAGAS – PESSOA COM DEFICIÊNCIA – PÓS-RECURSO (DOE 06/02/2026)
EDITAL N° 35/2026 - DIVULGAÇÃO DOS CANDIDATOS HABILITADOS PARA A CORREÇÃO DA REDAÇÃO EDITAL DE ABERTURA Nº 01/2025
EDITAL n° 36/2026 - CONVOCAÇÃO DOS CANDIDATOS HABILITADOS PARA A PROVA DE TÍTULOS EDITAL DE ABERTURA nº 01/2025 (DOE 06/02/2026) TORNA PÚBLICA a CONVOCAÇÃO DOS CANDIDATOS HABILITADOS PARA A PROVA DE TÍTULOS
EDITAL n° 37/2026 –RESULTADO DA PROVA DE REDAÇÃO -PRELIMINARCONCURSO PÚBLICO Nº 01/2025 (DOE 06/02/2026). TORNA PÚBLICO o EDITAL DE RESULTADO DA PROVA DE REDAÇÃO -PRELIMINAR do Concurso Público aberto pelo Edital Nº 01/2025, nos seguintes termos:
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2025 - EDITAL n. ° 30/2026 - ALTERAÇÃO DO CRONOGRAMA DO CONCURSO (DOE 4 de fevereiro de 2026, 2ª edição)
EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2025 ABERTURA





