Professores ganham menos na OCDE
PROFESSORES BRASILEIROS TRABALHAM MAIS, COM MAIS ALUNOS EM SALA DE AULA E GANHAM MENOS DA METADE DA MÉDIA SALARIAL DOS PROFESSORES DA OCDE: Professores brasileiros trabalham mais e ganham menos que a média da OCDE.
A proporção aluno-professor no Brasil também é mais desfavorável, confira mais detalhes!
Postado por Samara Rodrigues em 11/09/2024

O relatório da OCDE revela que os professores de ensino fundamental II no Brasil recebem, em média, US$ 23.018 por ano (cerca de R$ 128 mil), um valor 47% menor que a média salarial dos professores nos países da OCDE, que é de US$ 43.058 (aproximadamente R$ 237 mil). Na América Latina, os salários dos professores brasileiros também ficam atrás: no Chile, é de US$ 29.453,39, e no México, de US$ 33.062,45. Em comparação com países desenvolvidos fora da América Latina, a diferença é ainda mais acentuada, com salários anuais de US$ 85.731,98 na Alemanha e US$ 48.899,27 nos EUA.
A carga horária dos professores brasileiros é maior
A carga horária dos professores brasileiros é maior: trabalham 800 horas anuais, enquanto a média da OCDE é de 706 horas. Isso indica uma maior demanda sem a devida compensação. A proporção aluno-professor no Brasil também é mais desfavorável, com 23 alunos por professor no ensino fundamental I e 22 no ensino fundamental II e no ensino médio, em contraste com a média da OCDE de 14 alunos no ensino fundamental I e 13 no ensino fundamental II e no ensino médio. Isso pode afetar negativamente a qualidade do ensino, pois menos alunos por professor permite mais atenção e recursos para cada estudante.
Brasil apresenta um corpo docente mais jovem
Entre 2013 e 2022, a idade média dos professores de Ensino Fundamental II aumentou em toda a OCDE, com 36% dos professores tendo 50 anos ou mais, um crescimento em relação aos 35% registrados em 2013. Em contraste, o Brasil apresenta um corpo docente mais jovem, com apenas 25% dos professores acima dos 50 anos, embora esse número tenha subido de 19% em 2013.
O que é OCDE?
A OCDE, ou Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, é uma organização internacional que promove políticas para melhorar o bem-estar econômico e social das pessoas ao redor do mundo. Foi fundada em 1961 e tem sede em Paris, França. Seus membros são países desenvolvidos e alguns em desenvolvimento, e o objetivo principal da OCDE é ajudar os governos a enfrentarem desafios econômicos e sociais por meio da cooperação e troca de informações e melhores práticas.
A OCDE realiza pesquisas, publica relatórios e oferece recomendações sobre uma ampla gama de questões, como políticas econômicas, educação, saúde, meio ambiente e governança. Também coleta e analisa dados comparativos sobre diversos indicadores econômicos e sociais dos países membros e parceiros.
A OCDE é composta por 36 países membros?
Atualmente, a OCDE é composta por 36 países membros que colaboram entre si para identificar, discutir e analisar problemas, desenvolvendo políticas para resolvê-los. Os países membros são: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Turquia. Além dos membros, a organização possui parceiros estratégicos: África do Sul, Brasil, China, Índia e Indonésia.
Esses dados do relatório *Education at a Glance* são realmente impactantes e mostram o tamanho do desafio para a valorização docente no Brasil. O texto que você colou veio com alguns erros de formatação (caracteres repetidos), então tomei a liberdade de **organizar as informações em uma tabela clara** para facilitar a sua visualização e comparação:
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Comparativo Salarial Docente (Anual em US$)
| País / Categoria | Salário Inicial (Aprox.) | Situação em Relação ao Brasil |
| ------------------ | ---------------------------| ----------------------|
**Luxemburgo** | > US$ 85.000 | ~6x maior |
| **Alemanha** | > US$ 85.000 | ~6x maior |
| **Suíça** | ~ US$ 70.000 | ~5x maior |
| **Holanda** | ~ US$ 60.000 | ~4,3x maior |
| **Média OCDE** | **US$ 35.600 - 47.900** | **Dobro do Brasil** |
| **México** | US$ 33.062 | 2,3x maior |
| **Chile** | US$ 29.453 | 2,1x maior |
| **Brasil** | ~ US$ 13.900 | (Base de referência) |
### Pontos Chave da Análise:
1. **Abismo Salarial:** O salário inicial no Brasil é menos da metade da média dos países ricos (OCDE).
2. **América Latina:** Mesmo comparado aos vizinhos regionais (Chile e México), o Brasil paga significativamente menos, o que derruba o argumento de que "o problema é ser um país em desenvolvimento".
3. **Carga de Trabalho:** O dado final do seu texto é crucial: além de ganhar menos, o professor brasileiro enfrenta **turmas mais cheias** e **maior carga horária em sala**, o que torna o valor da hora-aula ainda mais baixo se fizermos a conta proporcional.
SALÁRIOS DOCENTES (US$/ANO)
------------------------------
PAÍS | VALOR APROX.
------------------------------
Alemanha | US$ 85.000+
Suíça | US$ 70.000
Holanda | US$ 60.000
OCDE | US$ 35.600 (Média)
México | US$ 33.062
Chile | US$ 29.453
BRASIL | US$ 13.900
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*Valores iniciais de carreira
COMPARATIVO: SALÁRIOS DE PROFESSORES (ANUAL) Fonte: Relatório Education at a Glance (OCDE)
TOP DO RANKING
Luxemburgo: > US$ 85.000
Alemanha: > US$ 85.000
Suíça: ~ US$ 70.000
Holanda: ~ US$ 60.000
MÉDIA INTERNACIONAL
Média OCDE: US$ 35.600
AMÉRICA LATINA
México: US$ 33.062
Chile: US$ 29.453
BRASIL: ~ US$ 13.900 ![]()
Conclusão: Brasil paga segundo pior salário para professores entre 41 países pesquisados pela OCDE. O professor brasileiro ganha menos da metade da média dos países ricos e quase 3x menos que no México, e pior, ainda trabalha mais e com mais alunos em sala de aula.
O professor do estado do RJ - 27ª posição (último lugar) no ranking de salários de professores estaduais no Brasil, por tabela, um dos piores salários do mundo.
Já o estado do Rio de Janeiro, desgovernado pelo bandido sanguinário Cláudio Castro, frequentemente figura nas últimas posições do ranking salarial de professores da rede estadual no Brasil, sendo relatado em 2025/2026 como um dos piores salários do país.
Aqui está um resumo da situação, com base em dados recentes (2025-2026):
Pior Salário do País:
Relatos no início de 2026 indicam que o Rio de Janeiro paga um dos salários mais baixos, com o Vencimento Base inicial de cerca de R$ 1.125,55 para 40h, valor que chega a ser informado como 57% abaixo do Piso Nacional.
Abaixo do Salário Mínimo:
Informações de janeiro de 2026 apontam que o salário de profissionais da educação do estado do Rio de Janeiro está abaixo do salário mínimo nacional.
Confronto com o Piso Nacional:
Enquanto o Piso Nacional do Magistério para 2025 foi fixado em R$ 4.867,77 para 40h semanais, a rede estadual do RJ tem dificuldades históricas em equiparar o vencimento base a este valor.
Ranking Nacional (2025):
Estados como Mato Grosso do Sul (liderando com mais de R$ 12 mil), Pará, Mato Grosso e Ceará pagam os maiores salários iniciais, distanciando-se do Rio de Janeiro, que não aparece entre os 10 melhores. Comparação com a Rede Municipal:
No próprio RJ, salários de redes municipais (como o município do Rio) costumam ser superiores ao da rede estadual.
Resumo da Situação:
A falta de reajustes consistentes e o regime de recuperação fiscal do estado contribuíram para que a rede estadual do RJ perdesse posições na valorização docente, ocupando, segundo denúncias da categoria, a 27ª posição (último lugar) no ranking de salários de professores estaduais no Brasil
FONTE:
União Nacional dos Professores do Brasil





