PT deixou o país nessa situação

PT deixou o país nessa situação

 

 

Muita gente repete que “o PT ficou 20 anos no poder e deixou o país nessa situação”.

Mas essa frase só funciona se a gente fingir que, entre 2016 e 2022, o Brasil simplesmente pulou um pedaço da história.

Nesse período, o PT não governou o país.

Quem governou foi Michel Temer e depois Jair Bolsonaro.

Foram seis anos seguidos fora do PT.

E decisões de governo não somem quando muda o presidente.

Elas continuam afetando orçamento, serviços públicos e dívida.

Temer assume em 2016 dizendo que precisava “arrumar a casa”.

A principal medida foi o teto de gastos.

O teto de gastos determinou que o governo federal só poderia aumentar seus gastos conforme a inflação do ano anterior.

Na prática, isso quer dizer o seguinte: mesmo com mais gente precisando de atendimento médico, escola, universidade ou ajuda social, o dinheiro praticamente não aumentava.

Isso não fecha hospital de um dia para o outro.

Mas começa a faltar tudo.

Falta dinheiro para contratar médicos e enfermeiros.

Falta verba para comprar remédio.

Cirurgias são adiadas.

Filas aumentam.

Hospitais passam a atender mais pessoas com menos estrutura.

Nas universidades, o efeito foi parecido.

Cortes de bolsas, suspensão de pesquisas, prédios sem manutenção, laboratórios fechados e cursos funcionando no limite.

Ao mesmo tempo, veio a reforma trabalhista.

A promessa era gerar empregos.

O que aconteceu foi aumento de trabalho informal, contratos mais inseguros e salários mais baixos.

Com menos renda estável, as pessoas consomem menos e o Estado arrecada menos.

No campo, o governo Temer manteve apoio ao grande agronegócio exportador.

Mas a agricultura familiar perdeu espaço.

Programas de apoio ao pequeno produtor, compra de alimentos para merenda escolar e assistência técnica foram enfraquecidos.

Isso deixou a produção de comida básica mais frágil e o campo mais concentrado.

Mesmo com todos esses cortes, a dívida do país não diminuiu.

Quando Temer assumiu, a dívida pública bruta estava perto de 70% do PIB.

Quando saiu, em 2018, já estava perto de 77% do PIB.

Ou seja: cortou serviços, apertou o povo e a dívida continuou crescendo.

Em 2019 entra Bolsonaro.

O discurso era de responsabilidade fiscal, mas o governo começou a desmontar políticas públicas e adiar problemas.

Veio a pandemia.

O governo demorou a comprar vacinas, brigou com governadores e não coordenou a resposta nacional.

Isso prolongou a crise. Quanto mais tempo a crise dura, mais gente perde renda e mais caro fica recuperar depois.

O auxílio emergencial ajudou em 2020, mas foi reduzido cedo demais.

Em 2021, milhões de pessoas ficaram sem renda suficiente para pagar comida, aluguel e contas básicas.

A fome voltou a crescer antes do governo acabar.

Na saúde, faltou dinheiro para manter equipes, repor equipamentos e ampliar atendimento.

Na educação, universidades e institutos federais chegaram a ameaçar parar por falta de verba básica.

Na ciência, pesquisas foram interrompidas por falta de recursos.

No agro, Bolsonaro tratou o setor como base política.

Falava-se em recordes de exportação.

Mas ao mesmo tempo, a fiscalização ambiental foi enfraquecida.

O desmatamento e o garimpo ilegal aumentaram.

Isso trouxe conflitos no campo e fez o Brasil perder confiança no exterior.

Países passaram a ameaçar barreiras contra produtos brasileiros por causa da imagem ambiental.

A agricultura familiar continuou sem apoio forte, o que pesa diretamente no preço dos alimentos no mercado.

Nesse período, o poder sobre o dinheiro público também mudou.

O Congresso Nacional passou a controlar bilhões em emendas.

No governo Bolsonaro, isso virou o chamado orçamento secreto: dinheiro distribuído sem transparência, sem critério claro e sem planejamento nacional.

Em 2022, ano eleitoral, o governo aumentou auxílios temporários e empurrou despesas para depois.

Isso significa que parte das contas ficou para o próximo governo pagar.

Quando Bolsonaro saiu, no fim de 2022, a dívida pública federal estava em torno de R$ 6 trilhões, algo entre 73% e 75% do PIB.

Além disso, o Brasil paga juros altos.

Quanto maior a dívida, mais dinheiro vai todo ano para juros, definidos pelo Banco Central.

Esse dinheiro não vai para hospital, escola ou segurança. Vai para pagar dívida.

Estados e municípios também sentiram isso.

Com menos repasses, pandemia longa e aumento da demanda, muitos serviços locais passaram a faltar médico, professor, remédio e atendimento.

Quando o governo muda em 2023, o cenário é esse:

serviços públicos com falta de pessoal e estrutura,

hospitais com filas maiores,

universidades sem verba suficiente,

ciência desmontada,

fome alta,

campo desigual,

problemas ambientais afetando a economia,

orçamento bagunçado,

despesas deixadas para depois,

e uma dívida grande acumulada ao longo dos anos.

Antes de fazer qualquer coisa nova, o governo precisa consertar o básico.

E isso aparece como gasto agora, mesmo quando é apenas recuperar o que foi abandonado.

Por isso, repetir que “o PT ficou 20 anos no poder e não fez nada” ignora Temer, ignora Bolsonaro, ignora o Congresso e ignora o que aconteceu com o país nesses seis anos.

Não é defesa de partido.

É não apagar a história para repetir uma frase pronta.

Problemas de país não surgem de um governo só.

Eles são resultado de escolhas acumuladas ao longo do tempo.

FONTE:

Kelly Maria Ferreira

https://www.facebook.com/raquel.ferreira.824546?locale=pt_BR 

 

 

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Kelly Maria Ferreira

Durante os governos do PT, o ensino médio mantinha um currículo comum, com História, Geografia, Sociologia e Filosofia presentes ao longo dos três anos. A proposta era garantir uma base mínima de formação para todos os alunos, independentemente do caminho que seguiriam depois.

A virada acontece em 2017, com a Reforma do ensino médio aprovada no governo Michel Temer. Um dos argumentos usados na época era combater o que se chamava de “doutrinação” e reduzir o excesso de conteúdo teórico. A ideia oficial era tornar a escola mais prática e mais próxima do mercado de trabalho. Para isso, o governo reduziu o currículo comum obrigatório e abriu espaço para itinerários técnicos e profissionalizantes. Nesse novo modelo, essas áreas deixaram de ter presença garantida ao longo do curso e passaram a depender da organização de cada rede. Na prática, isso significou menos aulas, conteúdos agrupados e, em muitos casos, oferta limitada a apenas um ano.

A partir de 2019, no governo Jair Bolsonaro, esse discurso contra a chamada “doutrinação” foi reforçado. Essas áreas passaram a ser tratadas como problema, como se fossem sinônimo de ideologia. O modelo foi mantido e aprofundado, com prioridade ao ensino técnico e nenhuma garantia de carga horária contínua para História, Geografia, Sociologia e Filosofia.

O efeito real disso não foi substituir uma visão por outra. Não foi trocar uma ideologia por outra. O que aconteceu foi a redução do espaço onde o aluno aprende a questionar, interpretar texto, entender contexto, comparar ideias e organizar pensamento. Em vez de doutrinação, houve esvaziamento da formação reflexiva.

No governo Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma de 2017 foi revista. Em 2024, foi sancionada uma nova lei que altera novamente o ensino médio. Essa lei já começou a valer em 2025, ampliando a carga horária da formação geral básica para 2.400 horas e recolocando essas áreas como parte obrigatória do currículo. A aplicação é gradual e depende das redes estaduais.

O efeito dessas escolhas aparece no cotidiano. Quando esse tipo de formação perde espaço, a pessoa sai da escola com mais dificuldade para interpretar informação, ligar causa e consequência, fazer perguntas e tomar decisões com autonomia. Isso pesa no trabalho, na vida prática, nas relações e no consumo de informação. Sem esse treino, sobra espaço para resposta pronta, opinião emprestada e repetição automática. Não é sobre política. É sobre formação básica para a vida.

FONTE:

https://www.facebook.com/raquel.ferreira.824546?locale=pt_BR 

 

 

 

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Quando se diz que o Brasil está quebrado, quase sempre a culpa cai só no governo. Mas uma parte grande desse rombo vem de dinheiro que deveria entrar e não entra. Impostos e contribuições que não são pagos por grandes devedores acabam virando dívida, se acumulam por anos e fazem falta nos serviços básicos.

Dentre essas dívidas, aparecem valores gigantescos ligados a indústrias e grandes empresas. A Petrobras, por exemplo, já figurou como a maior devedora individual do país, com valores que passaram de R$ 40 bilhões em determinados períodos (CNPJ 33.000.167/0001-01). A Refinaria de Petróleos de Manguinhos, empresa privada, aparece com cerca de R$ 8,7 bilhões (CNPJ 33.412.081/0001-96). Empresas de telecomunicações como Telefônica/Vivo, com cerca de R$ 3,8 bilhões (CNPJ 02.558.157/0001-62), e a TIM, com aproximadamente R$ 4 bilhões (CNPJ 02.421.421/0001-11), também entram nessa conta.

Além das indústrias e grandes empresas, entidades religiosas também aparecem com dívidas registradas. Aqui entram organizações que funcionam com estrutura empresarial, funcionários, mídia, fundações e vários CNPJs. Não são todas as igrejas, e nem dá para listar todas, mas alguns casos ajudam a entender o tamanho do problema.

O Instituto Geral de Assistência Social Evangélica (IGASE) aparece com mais de R$ 500 milhões em dívidas (CNPJs 33.810.946/0101-35 e 33.810.946/0102-16). A Igreja Internacional da Graça de Deus surge com cerca de R$ 127 milhões (CNPJ 30.902.803/0001-00). A Igreja Mundial do Poder de Deus aparece com aproximadamente R$ 91 milhões (CNPJ 02.415.583/0001-47). A Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial Brasil soma cerca de R$ 99 milhões (CNPJ 44.780.326/0001-02). Entre entidades católicas, a Sociedade Vicente Pallotti aparece com mais de R$ 61 milhões inscritos.

Não dá para colocar tudo num único post. São milhares de CNPJs entre empresas e entidades religiosas. Mas esses exemplos já mostram que o problema não é pequeno nem isolado. Quando grandes devedores deixam de pagar, o dinheiro não desaparece. Ele só deixa de entrar.

Vale observar a diferença de postura. Empresas como TIM e Vivo acumulam bilhões em dívidas com a União e discutem esses valores por anos. Já o cliente que atrasa uma fatura nessas mesmas empresas enfrenta cobrança rápida, juros, aumento da dívida e o nome negativado no SPC e Serasa. O rigor não é o mesmo.

Kelly Maria Ferreira

FONTE:

https://www.facebook.com/raquel.ferreira.824546?locale=pt_BR 

 

 

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Falam tanto da corrupção do PT, que é maior do que a da direita, que eles quebraram o país. Então vamos ver quem quebrou o país, quanta corrupção tiveram os dois.

Vou trazer aqui os principais escândalos nacionais desde o fim da ditadura, com valores conhecidos ou estimados, separados por campo político. Tudo isso é público, documentado e verificável.

Começando pelo PT e governos de esquerda.

Nos governos do PT (2003–2016), o primeiro grande escândalo foi o Mensalão, revelado em 2005. O esquema de compra de apoio político no Congresso envolveu repasses mensais a parlamentares. As investigações apontaram movimentações financeiras que, somadas, chegaram a cerca de R$ 100 milhões, entre contratos de publicidade, caixa dois e repasses ilegais.

Depois veio a Lava Jato, ligada principalmente à Petrobras.

A própria Petrobras reconheceu em balanço oficial perdas de R$ 6,2 bilhões diretamente causadas por corrupção.

Além disso, acordos de leniência e devoluções feitos por empreiteiras no Brasil somaram mais de R$ 25 bilhões em multas e ressarcimentos.

Esse esquema envolveu políticos de vários partidos, mas o PT estava dentro, com dirigentes, tesoureiros e integrantes do governo implicados.

Ainda nos governos petistas, houve o rombo nos fundos de pensão de estatais (Petros, Funcef, Postalis). Má gestão, investimentos de alto risco e indicações políticas geraram prejuízos estimados em mais de R$ 40 bilhões, pagos até hoje por trabalhadores e aposentados.

O caso Pasadena, na Petrobras, gerou prejuízo de bilhões de reais à estatal, reconhecido em auditorias internas.

Houve também os empréstimos do BNDES para grandes empresas e obras no exterior. Nem tudo foi corrupção, mas auditorias apontaram bilhões de reais em operações problemáticas, com risco elevado e baixa transparência.

Somando Mensalão, Lava Jato, prejuízos fora da Lava Jato, fundos de pensão e operações problemáticas do BNDES, os valores ligados aos governos do PT passam de R$ 70 bilhões, considerando apenas números reconhecidos oficialmente ou estimados por auditorias e investigações jornalísticas.

Agora, vamos para a direita, centro-direita e extrema-direita, desde os anos 90.

Antes do PT, o Brasil já tinha escândalos enormes.

No governo Collor, o esquema comandado por PC Farias levou ao impeachment e envolveu valores estimados entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão em corrupção, segundo apurações da CPI e investigações da época, o que representava centenas de milhões de dólares desviados no início dos anos 1990.

No governo FHC, houve denúncias de compra de votos para a reeleição, nunca totalmente esclarecidas.

O caso Banestado revelou envio ilegal de cerca de US$ 30 bilhões ao exterior nos anos 90. Em valores atuais, isso representa dezenas de bilhões de reais. A maior parte nunca foi recuperada.

O PROER, programa de socorro a bancos quebrados, custou ao Estado algo em torno de R$ 20 bilhões da época. Não foi tudo corrupção direta, mas foi dinheiro público usado para cobrir rombos privados.

As privatizações dos anos 90 nunca passaram por auditoria completa. Há denúncias históricas de subavaliação de estatais e favorecimento de grupos econômicos. Não existe número fechado, mas estimativas falam em dezenas de bilhões de reais em patrimônio público vendido abaixo do valor real.

Nos anos 2000, vieram os escândalos da Sudam e Sudene, com desvios bilionários em incentivos fiscais, envolvendo principalmente políticos de centro e direita.

Na Lava Jato, partidos de direita e centro tiveram peso enorme.

O PP foi o partido com mais políticos investigados.

O MDB teve dezenas de investigados e condenados.

PSDB, DEM, PTB e outros também apareceram.

Ou seja, uma parte significativa daqueles mais de R$ 25 bilhões da Lava Jato envolve políticos da direita e do centro, não apenas o PT.

Nos governos mais recentes, surgiu o orçamento secreto, que movimentou cerca de R$ 53 bilhões sem transparência adequada, usado como moeda política no Congresso.

Também houve investigações sobre rachadinhas, uso irregular de salários de assessores, compra de imóveis em dinheiro vivo e outros esquemas envolvendo familiares de autoridades, com valores de milhões de reais, ainda em apuração judicial.

Além disso, existem escândalos estaduais e municipais, em governos de todos os partidos, em áreas como saúde, merenda, transporte e obras públicas. Somados ao longo de décadas, esses esquemas representam bilhões de reais todos os anos.

Esses valores não são uma soma única de dinheiro “roubado”, mas prejuízos, desvios, multas, acordos, má gestão e dinheiro público mal utilizado, reconhecidos por balanços oficiais, auditorias, CPIs e investigações jornalísticas. Nem tudo resultou em condenação penal, mas o prejuízo ao país existiu.

Outro ponto que quase nunca entra no debate é o papel do Judiciário. Muitos esquemas atravessaram décadas porque processos prescreveram, foram anulados ou nunca chegaram ao fim. Isso também faz parte do sistema que permite a corrupção continuar.

Quando alguém diz “meu governo nunca roubou” ou “só o seu governo roubou”, essa pessoa não está analisando fatos. Está torcendo.

A corrupção não escolhe ideologia. Ela aparece onde há poder, dinheiro público e falta de controle. Quem só aponta o erro do outro lado e fecha os olhos para o próprio não está combatendo corrupção, está defendendo político.

Desde o fim da ditadura, o Brasil perdeu centenas de bilhões de reais com corrupção, má gestão e esquemas políticos.

Não começou com o PT.

Não acabou com o PT.

Não é exclusividade da esquerda nem da direita.

Quem quebrou o país não foi um partido só.Foi um sistema que se mantém há décadas.

 

https://www.facebook.com/raquel.ferreira.824546?locale=pt_BR 




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