Renda média dobra após curso superior
Renda média dobra após curso superior, e maioria dos graduados atua na área de formação
Salário dos profissionais salta de R$ 2,7 mil para R$ 5,8 mil depois da graduação, conforme pesquisa do Instituto Semesp
Sofia Lungui
- 82% dos formados no Ensino Superior exercem alguma atividade, e 77,1% atuam na área de formação.
- A renda média mensal sobe de R$ 2,7 mil para R$ 5,8 mil após a graduação.
- Medicina lidera empregabilidade, com 95,7% dos egressos trabalhando na área; cursos presenciais têm melhores índices.
- Homens ganham em média R$ 6.992, mulheres R$ 4.913, diferença salarial de 42,3% entre os gêneros; 84,6% dos egressos fizeram formação adicional.

Levantamento contou com 4,1 mil egressos de 200 instituições.
Mazco Vadim / Pexels / Divulgação
Dos egressos do Ensino Superior no Brasil, 82% exercem alguma atividade, sendo que 77,1% dos que exercem atividade remunerada trabalham na área de formação. A renda média mensal bruta dos formados passou de R$ 2,7 mil antes da conclusão da graduação para R$ 5,8 mil depois do fim do curso, aumento de 110%.
É o que mostra a quinta edição da Pesquisa de Empregabilidade dos Egressos do Ensino Superior Brasileiro, conduzida pelo Instituto Semesp – centro de inteligência analítica da entidade que representa mantenedoras de Ensino Superior do Brasil. A divulgação foi nesta quinta-feira (17), durante o 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), que ocorreu em São Paulo.
Segundo o estudo, entre os que recebiam até R$ 1 mil antes da conclusão, 91,8% tiveram aumento na renda após terminar a formação. Entre aqueles que recebiam de R$ 1 mil a R$ 2 mil, o percentual foi de 79,7%. Entre os que tinham renda de R$ 2 mil a R$ 3 mil, o aumento foi de 67,5%.
Entre os egressos que atuam na área de formação, 55,9% recebem até R$ 5 mil mensais, 34,3% recebem de R$ 5 mil a R$ 15 mil e 9,8% recebem acima de R$ 15 mil. Entre os profissionais que migraram para outras áreas, 74% recebem até R$ 5 mil, 22,2% recebem de R$ 5 mil a R$ 15 mil e 3,7% recebem mais de R$ 15 mil.
Os participantes também responderam sobre intenção de permanência ou mudança de carreira. Entre aqueles que trabalham na área de formação, 90,3% pretendem permanecer nela. Entre os que trabalham fora da área, 54,2% pretendem mudar.
O levantamento, que contou com apoio da Workalove, teve a participação de 4,1 mil egressos de 200 instituições de Ensino Superior e 134 cursos em todo o Brasil. A pesquisa foi realizada entre 8 de julho e 23 de agosto de 2026, por meio da aplicação de questionários.
A pesquisa também aponta que cursos presenciais garantem maior empregabilidade: 81,3% dos egressos desta modalidade que exercem atividade remunerada atuam na área de formação. Entre os formados em cursos semipresenciais, o percentual é de 75% e, entre os egressos da Educação a Distância (EAD), o percentual cai para 58,4%.
Entre os cursos com mais de 20 respondentes, Medicina apresenta 95,7% de egressos em atividade remunerada trabalhando na área de formação. Na sequência aparecem:
- Odontologia: 84,5%
- Engenharia Elétrica: 80%
- Sistemas de Informação: 79,2%
- Farmácia: 77,4%
- Fisioterapia: 77,1%
- Educação Física: 75%
- Pedagogia: 74,8%
- Medicina Veterinária: 70,4%
- Psicologia: 69,4%
Diferenças salariais
Entre os egressos que exercem atividade remunerada, a renda média mensal dos homens é de R$ 6.992, enquanto a das mulheres, de R$ 4.913, uma diferença de 42,3%.
Entre as mulheres, 65,8% se dizem satisfeitas ou muito satisfeitas com a trajetória profissional. Entre os homens, o percentual é de 74,3%.
Formação depois da graduação
A pesquisa mostra que 84,6% dos egressos realizaram alguma formação adicional após a graduação. Entre as formações realizadas estão:
- cursos on-line: 50,6%
- cursos livres ou de curta duração: 49,6%
- certificações profissionais: 42,1%
- especialização lato sensu 36,6%
- MBA: 12,9%
Também aparecem mestrado acadêmico (5,5%), doutorado acadêmico (1,9%), mestrado profissional (1,8%), pós-doutorado (1,6%), microcredenciais digitais (0,8%) e doutorado profissional (0,3%). Outros 15,4% não realizaram nenhuma formação adicional.
Questionados sobre a principal motivação para continuar estudando, 36,9% indicaram atualização profissional, 22,9% apontaram aumento da renda e 19,9%, interesse pessoal. Também foram mencionados interesse acadêmico e científico (9,3%), mudança de carreira (5,9%), promoção dentro da empresa (3,5%) e exigência da empresa (1,6%).
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