Retrato cruel Ditadura

A IMAGEM ACIMA É O RETRATO CRUEL DO QUE ELES DEFENDEM.
É inadmissível que mais de 56 milhões de brasileiros tenham votado em Flávio Bolsonaro.
Sabemos que essa família sempre flertou com o autoritarismo de forma descarada. Jair disse que a ditadura "matou pouco" e elogiou Ustra. O próprio Flávio, na imagem, defende o torturador e enaltece a ditadura na biografia do pai. Ele sempre deixou claro que seguiria os passos do "capitão".
Então, como explicar tantos votos? Vamos analisar as possibilidades:
1. Por falta de conhecimento? É muito difícil acreditar. As atitudes e falas sempre foram públicas. A glorificação da tortura e a defesa do Carandiru sempre estiveram na boca deles. Quem votou, viu e ouviu.
2. Por identificação com a crueldade? A triste verdade é que parte da população não vê problema na violência estatal, desde que ela seja direcionada a quem eles consideram "inimigos". Há uma admiração doentia pela figura do "homem forte" e pela ditadura.
3. Pela cegueira do antipetismo? O ódio cego ao PT foi tão alimentado que qualquer coisa passou a ser aceitável. "É melhor um defensor de torturador do que o Lula", pensaram. Trocaram a ética e os direitos humanos por uma rixa política.
4. Pela falta de empatia real? Muitos simplesmente não conseguem se colocar no lugar da dor do outro. A imagem da criança torturada não dói neles, porque a dor não é neles.
5. Pela lavagem cerebral das redes? A desinformação transformou Ustra em "herói" e a ditadura em "salvação". Quem está dentro da bolha não vê a realidade.
Carlos Alexandre Azevedo foi a vítima mais jovem da ditadura. Ele tinha apenas 1 ano e 6 meses quando foi torturado e espancado na frente da mãe.
É isso que Flávio chama de "defesa da ordem"? É isso que 56 milhões de pessoas fingiram não ver?
O silêncio e a relativização do horror são o primeiro passo para que ele se repita. Não podemos permitir. A memória é um dever.
Nunca mais a ditadura. Pela vida, pelos direitos humanos. ![]()
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FONTE:
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Na noite de 28 de dezembro de 1972, Carlos Nicolau Danielli, de 43 anos, foi preso por agentes do DOI-CODI na Rua Loefgreen, na Vila Mariana, em São Paulo.
Nascido em Niterói (RJ), operário, comunista e jornalista, ele era um dos líderes do PCdoB, partido que ajudou a fundar, e vivia na clandestinidade.
Minutos depois, o casal de militantes Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha, e César Augusto Teles, que voltaram de carro para buscá-lo, também foi detido.
Os três foram levados ao DOI-CODI do II Exército, na Rua Tutoia, comandado pelo major Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Segundo os depoimentos do casal, Danielli foi torturado por três dias seguidos, por equipes que se revezavam sob o comando de Ustra, para revelar onde estavam outros dirigentes do partido.
Presos que o viram relataram que, já no segundo dia, ele estava à beira da morte, sangr4ndo pela boca e pelos ouvidos. Danielli não entregou nenhum nome.
Ele morreu na madrugada de 30 de dezembro. Os órgãos de segurança anunciaram que ele havia sido baleado num tiroteio com policiais.
Na certidão de óbito, o campo "profissão" foi preenchido com a palavra "terrorist4".
Segundo relato divulgado pelo PCdoB, antes de morrer ele escreveu com o próprio sangu3 na parede da cela: "Este sangu3 será vingado".
Em 1996, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte, e a Comissão Nacional da Verdade concluiu que ele morreu sob tortura.
Em 2015, o Ministério Público Federal denunciou Ustra, o delegado Dirceu Gravina e o servidor Aparecido Laertes Calandra, o "Capitão Ubirajara", por homicídio triplamente qualificado.
Semanas depois, a Justiça Federal rejeitou a denúncia com base na Lei da Anistia. Ustra morreu naquele mesmo ano, e Gravina, em 2023.
O TRF-3 manteve a rejeição em 2018, mas em 2025 o ministro Edson Fachin, do STF, destravou o recurso do MPF. Mais de 50 anos depois, ninguém foi condenado pela morte de Danielli.
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