Secretarias do RS

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GAÚCHOS, VOCÊS SABEM QUEM VAI COMANDAR A SEGURANÇA DO NOSSO ESTADO?

Luciano Zucco, tenente-coronel da reserva do Exército e governador eleito, escolheu o general da reserva Mauro Sinott Lopes, natural de Pelotas, para assumir a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul.

Mas quem é esse homem e qual é o seu histórico?

Sinott tem mais de 40 anos de carreira militar, comandou tropas em operações no Complexo da Maré, participou de ações na Rocinha e foi chefe do gabinete da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, em 2018.

E tem um detalhe que merece atenção: era considerado o braço direito do general Walter Braga Netto, posteriormente condenado pelo STF a 26 anos de prisão pela participação na trama golpista.

Mas vamos além.

Em 2017, o nome de Sinott apareceu na autorização do apoio militar a uma operação no Complexo do Salgueiro, onde oito pessoas morreram. As investigações acabaram arquivadas sem identificar os responsáveis pelos disparos. A Human Rights Watch denunciou falhas graves na apuração.

Em 2018, durante a intervenção federal da qual Sinott participou da direção por quase quatro meses, a violência policial também foi motivo de preocupação. O Rio encerrou aquele ano com mais de 1.500 mortes decorrentes de ações policiais.

Isso não significa que Sinott tenha cometido esses crimes, mas significa que existe um histórico de comando que precisa ser examinado e explicado à sociedade.

Agora esse mesmo general foi escolhido para coordenar a segurança dos gaúchos, envolvendo Brigada Militar, Polícia Civil, Bombeiros, perícia e, conforme a reorganização anunciada, também o sistema penal.

E eu pergunto ao governador eleito Luciano Zucco: qual modelo de segurança vocês pretendem trazer para o Rio Grande do Sul?

Vamos combater o crime organizado com inteligência, investigação e prevenção ou repetir operações que deixam famílias sem respostas?

Quem vai fiscalizar possíveis abusos policiais? Como serão investigadas mortes em operações? Haverá câmeras corporais funcionando de verdade? E quais serão as políticas de proteção às mulheres, às crianças e às comunidades periféricas?

O futuro secretário já declarou ser favorável às câmeras corporais. Então queremos compromissos concretos, prazos e transparência.

A população quer uma polícia preparada, valorizada e bem equipada, mas também quer uma polícia que respeite a Constituição e proteja vidas.

Não estou condenando ninguém antecipadamente, estou exigindo responsabilidade de quem terá um poder enorme sobre a segurança de milhões de gaúchos.

Porque segurança pública não pode ser confundida com autorização para violência. E combater a criminalidade não significa dar carta branca para matar.

Zucco e Mauro Sinott, o Rio Grande do Sul merece respostas antes de receber esse modelo de segurança.

Afinal, qual será a prioridade desse governo: combater o crime, proteger vidas ou militarizar ainda mais a segurança pública?

FONTE:

Renata Bandeira 

 

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RETROCESSO: um ataque à Agricultura Familiar, às milhares de famílias que vivem no meio rural, às comunidades do campo, das águas e das florestas.

Do nosso Pampa e da Mata Atlântica.Um ataque à Agroecologia e aos produtores de orgânicos.

Um ataque à Soberania e Segurança Alimentar: teremos menos comida boa e barata na nossa mesa, afetando os consumidores e a maioria da população 🤬😡

70% da nossa comida vem da Agricultura Familiar.

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), anunciou a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) atendendo os interesses exclusivamente do agronegócio, comodities para exportação.

Anunciou a extinção da Secretaria do Desenvolvimento Rural, que é voltada para a Agricultura Familiar, que é um grande guarda-chuva que abarca pequenos agricultores, pecuaristas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, agroecológicos/orgânicos, assentados da reforma agrária, ribeirinhos, aquicultores e extrativistas.

Quais são as consequências?

A mudança gera preocupação principalmente para a agricultura familiar, porque a SDR atua em áreas como:

- Assistência técnica aos pequenos produtores que são a base de centenas de municípios do RS;

- Apoio às agroindústrias familiares;

- Desenvolvimento das propriedades rurais;

- Programas de incentivo à produção familiar;

- Políticas públicas para agricultores, pecuaristas familiares, pescadores artesanais, produtores agroecológicos, indígenas, quilombolas e todos os demais contemplados pelas políticas públicas desse guarda-chuva Agricultura Familiar.

Vamos seguir na luta contra esses retrocessos e por valorização de quem coloca comida na nossa mesa

 

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