POR GERSON NOGUEIRA
Segue inabalável a minha crença na educação como força transformadora de uma sociedade. O Brasil, país jovem, carece de mais esforços no sentido de levar educação e conhecimento ao povo. A responsabilidade por isso é de todos, independe de governos ou correntes políticas e deve passar ao largo das convicções religiosas.
Entendo que nada é mais urgente no Brasil de hoje. Muito mais do que a reforma tributária recém-aprovada, do que a reforma trabalhista danosa implantada a fórceps em 2017, do que a reforma previdenciária calamitosa e do que a reforma política que nunca foi feita de fato.
Lula ganhou a eleição em 2022, resgatou o país das trevas do golpismo e da desumanidade de um presidente genocida. O país estava entregue à sanha destruidora de um homem essencialmente mau e cruel. Nesse sentido, o triunfo foi salvador.
Ocorre que o Brasil que saiu das urnas no ano passado ainda é um país de famélicos de cultura, de retirantes do conhecimento e de mendigos da educação. O Congresso Nacional, majoritariamente entregue a forças tacanhas e anti-povo, é um reflexo acabrunhante disso.
E não adianta culpar o poder econômico e as maracutaias orçamentárias pelo beco sem saída parlamentar em que o Brasil se meteu, desde a desastrosa insurreição das casas legislativas contra uma presidente legitimamente eleita, em 2016.
Tudo tem origem na ausência de uma educação capaz de iluminar corações e mentes, vacinando contra o apadrinhamento e a mistificação, blindando contra o cerco imposto pelo poder da grana e dos pequenos favores, afugentando os falsos messias.
Só a educação pode tirar o Brasil do atraso. Essa empreitada pode levar décadas e até séculos, mas precisa começar já.
Feliz 2024, amigos!