Sobre Olavo de Carvalho

Sobre Olavo de Carvalho

Ainda sobre Olavo de Carvalho. E basta

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Olavo de Car­valho (OdeC) é fi­ló­sofo? Ele diz que sim. De fato, é um ator que vende li­vros de­mais no Brasil e tem se­gui­dores e es­pec­ta­dores de­mais na In­ternet, boa parte desses pa­gando por suas aulas — que ele diz serem de fi­lo­sofia. Mas, como já disse Ál­varo Bi­anchi, é perda de tempo tentar com­pre­ender sua lei­tura da his­tória da fi­lo­sofia, não porque ela seja bi­zarra, mas sim­ples­mente porque tal coisa ine­xiste. Em seus ví­deos e em seus es­critos, OdeC dis­para sua me­tra­lha­dora contra fa­mosos fi­ló­sofos e ci­en­tistas e quem quer que lhe de­sa­grade. No en­tanto, ele não con­segue ar­gu­mentar e re­bater os ar­gu­mentos, ao con­trário, fica muito aquém disso, res­trin­gindo-se ao ataque me­ra­mente pes­soal. Ele dis­farça bem sua falta de pre­paro e seus de­lí­rios com uma ine­gável ca­pa­ci­dade re­tó­rica e o uso de es­tra­té­gias dis­cur­sivas para es­conder a pró­pria ig­no­rância. 
     
Por isso, é perda de tempo tentar ana­lisar as ideias de OdeC. O cerne de sua ide­o­logia está na im­po­sição de uma casta eli­ti­zada go­ver­nante que re­tor­naria o es­pí­rito do povo ao cris­ti­a­nismo ori­ginal, antes deste ser per­ver­tido pela mo­der­ni­dade. É como trocar a elite do “mar­xismo glo­ba­lista” por outra, mais de acordo com o que ele acha cor­reto. Como mos­trou Martim Vas­ques da Cunha, é como trocar seis por meia dúzia. O pro­blema é que ele não tem ar­gu­mentos para sus­tentar essa pro­posta, ta­manha sua ob­sessão de­li­rante com ini­migos ima­gi­ná­rios. 

No en­tanto, como ele e seu dis­curso são usados como ca­valo de ba­talha para fazer passar ou­tras agendas, e como ele tem apa­re­cido ul­ti­ma­mente como pessoa bas­tante in­flu­ente sobre o pre­si­dente e seu cír­culo mais ín­timo de poder, é im­por­tante as­sentar al­guns modos de seu dis­curso. E nada mais que isso. Con­si­derá-lo digno de co­men­tário elu­ci­da­tivo, na minha opi­nião, é na­tu­ra­lizá-lo e aceitá-lo como in­ter­lo­cutor. Isso é im­pos­sível, até mesmo porque OdeC re­cusa todo e qual­quer de­bate, em­bora diga o con­trário.

Uma das mais efi­cazes es­tra­té­gias dis­cur­sivas de OdeC é acusar seus opo­nentes de fa­zerem o que ele mesmo faz, de ser o que ele mesmo é. Acu­sando seus ad­ver­sá­rios de de­fender os ab­surdos que ele mesmo de­fende e de serem as mais au­to­ri­tá­rias pes­soas, OdeC tentar es­conder o fato de que ele mesmo é au­to­ri­tário, vi­o­lento e de­fensor de ab­surdos. No sen­tido con­trário, quando elogia al­guém, é sempre no sen­tido do au­to­e­logio, quer dizer, ele faz li­sonjas aos ou­tros como forma de ga­nhar a ad­mi­ração deles e con­cen­trar em si todas as loas. 

Os únicos elo­gios que di­rige aos ou­tros não raro são na ver­dade ofensas, pois são au­to­e­lo­gios — a co­meçar do tí­tulo de um seu fa­moso livro. O uso de ad­je­tivos su­per­la­tivos, a quan­ti­dade exa­ge­rada de pa­la­vrões, o tom vis­ceral e igual­mente exa­gero com berros e mais berros, tudo isso mostra que o eixo sobre o qual se mo­vi­menta o dis­curso de OdeC não é o que ele diz ex­pli­ci­ta­mente, mas o que ele não diz. Isso é um ponto bá­sico: para cons­truir um dis­curso, o enun­ci­ador tem ne­ces­sa­ri­a­mente de con­si­derar ou­tros dis­cursos em opo­sição di­a­ló­gica. Todo dis­curso, por­tanto, é uma po­li­fonia de dis­cursos, um con­junto de muitas vozes que falam entre si, in­ter­tex­tu­al­mente. Com isso, o enun­ci­ador con­segue po­ten­ci­a­lizar a ca­pa­ci­dade do dis­curso de pro­duzir efeitos na au­di­ência (o que Roman Ja­kobson cha­mava de função co­na­tiva da lin­guagem).

Cito um exemplo. Um de seus alvos pre­fe­ridos é An­tonio Gramsci (1891-1937), fi­ló­sofo, jor­na­lista e um dos fun­da­dores do Par­tido Co­mu­nista da Itália. Se­gundo OdeC, Gramsci é autor de “cre­ti­nices” que in­flu­en­ci­aram de­ci­si­va­mente o “co­mu­no­pe­tismo” do­mi­nante no Brasil (1). Se­gundo a Wi­ki­pedia em in­glês (2), OdeC “crê na te­oria cons­pi­ra­tória do Mar­xismo Cul­tural, a qual de­fende que es­quer­distas si­nis­tros in­fil­traram-se na mídia, nas uni­ver­si­dades, na ci­ência e estão en­ga­jados num complô de dé­cadas para so­lapar a cul­tura Oci­dental”. 

Mas não é o pró­prio OdeC quem vem há dé­cadas in­fil­trando-se na mídia para impor seu pró­prio pen­sa­mento? Não é o pró­prio OdeC que dispõe de uma rede de zumbis in­te­lec­tuais e ro­bots para di­fundir suas ideias de Na­po­leão de hos­pício? Ele con­segue, na ver­dade, muito su­til­mente trazer para o pró­prio dis­curso o que ele pa­rece estar con­de­nando em dis­cursos alheios, con­du­zindo, com isso, de forma ve­lada, os des­ti­na­tá­rios de seu dis­curso aos efeitos por ele de­se­jados. Sem per­ceber, seu exér­cito de as­se­clas volta-se contra quem seu co­man­dante mandar, de ma­neira to­tal­mente acrí­tica e acé­fala. Como a adesão ao dis­curso do mestre é su­til­mente pro­du­zida, como se “in­cons­ci­ente”, OdeC com isso dis­farça seu au­to­ri­ta­rismo. 
    
Sou da opi­nião de que é lí­cito con­ceder a OdeC o tí­tulo de as­tró­logo (como re­cusar-lhe o único di­ploma que se es­forçou por obter?) e no má­ximo o de po­le­mista, ja­mais o de fi­ló­sofo e se­quer o de so­fista, em­bora ele use so­fismas à man­cheia. Se Platão re­cu­sava à so­fís­tica e à ora­tória os tí­tulos de ge­nuínas téc­nicas, com­pa­rando-as à in­du­men­tária e à cu­li­nária e não à gi­nás­tica e à me­di­cina, é pre­ciso dizer então que OdeC está para os so­fistas clás­sicos como a as­tro­logia de jornal está para a as­tro­logia dos an­tigos egíp­cios (não direi a as­tro­nomia con­tem­po­rânea...). Ja­mais po­deria OdeC ser equi­pa­rado a um Isó­crates. No en­tanto, OdeC usa muito efi­ci­en­te­mente vá­rios ardis dis­cur­sivos já co­nhe­cidos dos so­fistas.  
    
De fato, OdeC não tem um tra­balho pes­soal de ela­bo­ração sis­te­má­tica de con­ceitos, passa longe de qual­quer co­e­rência e, no en­tanto, é um su­cesso de pú­blico, tendo se tor­nado nos úl­timos anos de fato um guer­ri­lheiro cul­tural. Sem in­citar ques­ti­o­na­mentos le­gí­timos, ele diz per­tencer aos pre­con­ceitos do senso-comum o que é ci­en­tí­fico e ge­nuíno, e diz ser ci­en­tí­fico e ge­nuíno o que não passa de des­la­vada men­tira, de­lí­rios de sua au­toin­dul­gência. Assim, ele passa a ser um guer­reiro da men­tira e da pós-ver­dade, ou da au­to­ver­dade (3), uma pessoa que tenta com seu dis­curso moldar as crenças de quem se dispõe a ouvi-lo e que só con­segue ser co­men­tador de si mesmo, ta­manho seu ego. 

En­ge­nhoso, seu tom sempre be­li­ge­rante, vulgar e odioso pa­rece, aos seus se­gui­dores de ca­beça e for­mação psi­co­ló­gica fraca, um tom ou­sado e co­ra­joso. É, na ver­dade, uma más­cara para a co­vardia e a fa­lência psí­quica com­pletas, o avesso ver­da­deiro de sua fa­chada de ra­ci­o­na­li­dade. É jus­ta­mente por isso, no en­tanto, que ele con­segue pro­duzir os efeitos de­se­jados em sua au­di­ência – os des­ti­na­tá­rios de seu dis­curso veem nele um mo­delo a ser se­guido, al­guém que con­segue ex­primir o que sentem, de uma ma­neira como ja­mais con­se­gui­riam. 
    
OdeC usa o dis­curso ex­clu­si­va­mente como ins­tru­mento de força e poder, di­zendo que não o faz. Mestre em vol­teios re­tó­ricos e ma­ni­pu­la­ções dis­cur­sivas, OdeC usa de­li­be­ra­da­mente todas as fa­lá­cias da lin­guagem iden­ti­fi­cadas por Aris­tó­teles, no seu Re­fu­ta­ções dos So­fistas: fa­lácia do equí­voco, an­fi­bo­logia, fa­lá­cias da com­po­sição, da di­visão e de ên­fase. Par­ti­cu­lar­mente esta úl­tima: seus berros des­con­tro­lados e seu vo­ca­bu­lário chulo são no­tó­rios. OdeC usa também exa­ge­ra­da­mente a fa­lácia da falsa causa, in­vo­cando re­la­ções tem­po­rais para im­plicar re­la­ções de causa e efeito. É sim­ples seu ra­ci­o­cínio: se A veio antes de B, então A é causa de B. 

Co­nhe­cida, essa fa­lácia é fácil de re­futar: é ilí­cito ra­ci­o­cinar da an­te­ri­o­ri­dade tem­poral à cau­sa­li­dade on­to­ló­gica. Mal adap­tada por muitos ig­no­rantes atuais, é como dizer que o nazi-fas­cismo foi um mo­vi­mento po­lí­tico de es­querda porque trazia a pa­lavra so­ci­a­lismo no nome – Na­ti­o­nal­so­zi­a­lismus. Quando — ra­ra­mente — não é fa­la­cioso, OdeC via de regra in­corre em outra fa­lácia, a da con­clusão ir­re­le­vante. Ou seja, quando não é mal in­ten­ci­o­nado, é me­díocre. OdeC tam­pouco pre­o­cupa-se em dizer a ver­dade, mas es­força-se por todas as ma­neiras para fazer passar por ver­da­deiro o falso. 

Assim, tenta falar sobre o não-ser como se o que não existe exis­tisse (se­gundo Platão, isso é im­pos­sível). É, por isso, um re­la­ti­vista, e como todo re­la­ti­vista, es­sen­ci­a­li­zador. Um exemplo, apenas, basta para mos­trar sua com­pleta ig­no­rância e má-fé. OdeC acusa Ga­lileo Ga­lilei de não ter ra­ci­o­ci­nado com base em ex­pe­ri­mentos, apenas em hi­pó­teses ma­te­má­ticas “que de­pois ele le­gi­ti­mava com pseudo-ex­pe­ri­mentos pu­ra­mente ima­gi­ná­rios, ja­mais le­vados à prá­tica, e usados sempre como meios de per­su­asão re­tó­rica, nunca de ve­ri­fi­cação. Os poucos ex­pe­ri­mentos efe­tivos que ele re­a­lizou foram todos er­rados”. (4) 

Ora, é como se OdeC exi­gisse de G. Ga­lilei que mos­trasse o ente cor­res­pon­dente à lei da gra­vi­tação uni­versal, ig­no­rando talvez o fato de que uma lei geral não pode es­gotar-se numa exis­tência de­fi­nida qual­quer. Os me­di­e­vais di­riam: OdeC é um no­mi­na­lista in­feliz, e não um re­a­lista in­cauto. Para sus­tentar suas afir­ma­ções, OdeC se es­cusa de citar os textos de G. Ga­lilei (ou quais­quer ou­tros textos ou do­cu­mentos). (5) Na ver­dade, seu in­te­resse passa longe de dis­cutir os mé­todos do pi­sano. Sua pre­o­cu­pação é re­futar a ideia de que G. Ga­lilei teria sido per­se­guido pela In­qui­sição e so­frido um mar­tírio (sic) im­posto pela Igreja Ca­tó­lica. Seu ob­je­tivo fica claro no úl­timo pa­rá­grafo: por no mesmo saco sujo que car­rega “ilu­mi­nistas, evo­lu­ci­o­nistas, mar­xistas ou na­zistas”, com o in­tuito de atacá-los em nome de uma Idade Média por ele mis­ti­fi­cada — a Idade Média e a Igreja Ca­tó­lica me­di­eval se­riam, essas sim, as ver­da­deiras ví­timas da “mo­der­ni­dade”. Ao de­fender isso, OdeC in­corre numa es­sen­ci­a­li­zação de um pas­sado que nunca existiu.  
    
OdeC fala com ares de au­to­ri­dade ab­so­luta sobre as­suntos dos quais não en­tende pa­ta­vina e nunca en­ten­derá, sim­ples­mente porque não tem a mí­nima com­pe­tência. Ao mesmo tempo, afirma pe­remp­to­ri­a­mente a exis­tência de uma es­sência di­vina do mundo, mas apenas como sub­ter­fúgio para fazer seus ou­vintes ado­tarem um in­di­vi­du­a­lismo fer­renho, pró­prio aos mitos de he­róis e se­mi­deuses su­pe­ri­ores aos hu­manos — Pro­meteu, em suma. Com isso, mostra-se des­pro­vido de toda e qual­quer hu­mil­dade para aprender. 

Aliás, in­ge­nui­dade a minha, esse su­jeito nunca es­teve dis­posto a aprender, ta­manha sua ar­ro­gância. Não ad­mira sua paúra de de­bates e diá­logos. Es­co­lhendo dos mitos o que mais lhe serve a pro­pó­sitos es­pe­cí­ficos, dis­torce-os com­ple­ta­mente, dis­cor­dando desses mitos quando lhe convém e só de­fen­dendo o que convém a si mesmo. Por isso, também evita dar con­teúdo po­si­tivo a termos como "de­mo­cracia", "li­ber­dade", "po­lí­tica" etc. (Nem fa­lemos “fi­lo­sofia”). E quando ra­ra­mente os dá, é igual­mente dis­tor­cendo-os de seu sig­ni­fi­cado le­gí­timo. OdeC nunca se pre­o­cupa em res­guardar co­e­rência ló­gica ou evitar con­tra­di­ções, pois en­contra jus­ti­fi­ca­tivas pseudo-ra­ci­o­nais para as mais ab­surdas in­co­e­rên­cias (aqui, re­en­con­tramos um dis­tor­cido Witt­gens­tein — outro acu­sado por OdeC de ter tra­zido “dano in­cal­cu­lável” à “in­te­li­gência mun­dial” — e sua tese de que a lin­guagem res­guarda au­to­nomia re­la­ti­va­mente à re­a­li­dade, po­dendo mesmo pres­cindir dela). 
    
OdeC fala de tudo e qual­quer coisa. Fa­las­trão, du­rante anos es­creveu em jor­nais e apa­receu em pro­gramas de te­le­visão para falar gro­se­lhas, como dizem hoje em dia. A quem tem um mí­nimo de in­te­li­gência, é sur­pre­en­dente. OdeC de­fende a ideia de edu­cação como ser­viço pri­vado e in­di­vi­du­a­li­zado. Em con­so­nância, o co­nhe­ci­mento para ele é algo es­tá­tico, fi­na­li­zado, coi­si­fi­cado, um pro­duto pronto para ser ven­dido aos im­becis que qui­serem com­prar. Des­preza a tra­dição em nome de um vazio “pensar por si mesmo”, ao mesmo tempo em que dá aulas para ilu­minar os mal acon­se­lhados. OdeC es­quiva-se da res­pon­sa­bi­li­dade sobre tudo o que dizem e co­metem seus se­gui­dores, re­pe­tindo, com isso, a fa­mosa jus­ti­fi­ca­tiva de Gór­gias a Só­crates: não é pos­sível es­ta­be­lecer vín­culos entre meios e fins — se o mestre en­sina os meios, não podem ser res­pon­sa­bi­li­zados pelos fins em nome dos quais os apren­dizes uti­lizam o que apren­deram. 

Mas não de­veria o mestre pre­o­cupar-se em dis­cutir os fins antes de en­sinar os meios? Essa não pa­rece ser uma pre­o­cu­pação de OdeC: ele toma seus fins como ver­dades ab­so­lutas, sejam eles quais forem. Quando re­fu­tado, OdeC re­tira seus textos da In­ternet e passa a acusar seus crí­ticos de falar as men­tiras que ele mesmo fala — as quais, com sua re­tó­rica, con­segue mas­carar e fazer passar para uma au­di­ência (sem dú­vida, grande) com ainda menos cri­té­rios ra­ci­o­nais que ele pró­prio. Seu dis­curso pseudo-ob­je­ti­vista tra­veste uma sub­je­ti­vi­dade fa­lida. 
    
Jus­tiça seja feita com os so­fistas, pois num ponto cru­cial di­ferem de OdeC: a tra­dição so­fís­tica educou um Tu­cí­dides, formou um Cí­cero, legou-nos um Lu­ciano de Sa­mó­sata. OdeC não con­se­guiu e nunca con­se­guirá nada se­me­lhante. Sua fala é es­tú­pida e sua es­crita é reles, ambas ab­so­lu­ta­mente des­pro­vidas de po­esia.

Notas:

1) Ver http://​www.​ola​vode​carv​alho.​org/​cre​tini​ces-​gra​msci​anas-​i . Data de pu­bli­cação: 01/06/2015. Data de acesso: 06/12/2018.

2) https://​en.​wik​iped​ia.​org/​wiki/​Olavo_​de_​Carvalho  Data de acesso: 12/12/2018.

3) Eliane Brum. Bol­so­naro e a au­to­ver­dade. In: http://​eli​aneb​rum.​com/​des​acon​teci​ment​os/​bol​sona​ro-​e-​a-​aut​over​dade-​2/. Data de pu­bli­cação: 16/07/2018. Data de acesso: 09/12/2018.

4) OdeC. Um mártir da ci­ência. Em: http://​www.​ola​vode​carv​alho.​org/​um-​martir-​da-​ciencia . Data de pu­bli­cação: 13/04/2011. Data de acesso: 09/12/2018.

5) Basta citar os ab­surdos ditos a res­peito da fí­sica new­to­niana ou da “falsa ló­gica” (sic) do in­fi­nito de Georg Cantor. Acerca do pri­meiro ponto, ver a re­fu­tação feita pelo prof. Adonai Sant’Anna: http://​ado​nais​anta​nna.​blo​gspo​t.​com/​2015/​02/​olavo-​de-​car​valh​o.​html.


Data de pu­bli­cação: 09/02/2015. Data de acesso: 08/12/2018. Sobre o se­gundo ponto, OdeC alega que a te­oria do in­fi­nito de Cantor, ba­se­ando-se apenas no in­fi­nito atual, cairia por terra se fosse con­si­de­rado o in­fi­nito “po­ten­cial”. Ora, seu des­co­nhe­ci­mento é com­pleto, visto que Cantor tra­balha com con­juntos re­cur­sivos (nos quais a função bi­je­tora pode ser de­fi­nida re­cur­si­va­mente).

Chico Pires é pro­fessor e fi­ló­sofo de oca­sião.

 

http://www.correiocidadania.com.br/2-uncategorised/13704-ainda-sobre-olavo-de-carvalho-e-basta 




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