Valores nos discursos cristãos

Valores nos discursos cristãos

 

 

Vamos parar de romantizar uma instituição que, historicamente, foi muito menos sobre amor e muito mais sobre controle, aparência e manutenção de privilégios...Acordar faz bem!

A tal “família tradicional” que tanto é defendida no discurso moralista não é um modelo universal de afeto e proteção.

Isso é catequese pra boi dormir.

Ladainha, pra manter a ordem que beneficia o sistema.

A família tradicional é, na prática, um projeto social baseado em hierarquia, silenciamento e hipocrisia, cuidadosamente implementada institucionalmente como virtude.

Deus não tem nada com isso, não é projeto de deus e sim de homens.

Aqui estão alguns dos seus valores reais, aqueles que raramente aparecem nos discursos cristãos emocionados de defesa da moral e dos bons costumes.

Mas não é porque não são ditos que deixam de ser o que são. E as consequências tão aí, escancaradas, nesse mundo altamente adoecido que a gente vive.

Quem tiver ainda em si uma gotinha de honestidade vai concordar.

▪️ Autoritarismo disfarçado de respeito:

Na família tradicional, respeito quase sempre significa obediência cega. Questionar pais, maridos ou figuras de autoridade é sinônimo de rebeldia ou ingratidão. O diálogo é substituído pelo “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

▪️ Patriarcado vendido como "ordem natural das coisas":

O homem como chefe, provedor e dono simbólico da família é tratado como algo biológico, inevitável, sagrado. Na prática, isso legitima desigualdade, sobrecarga feminina e, muitas vezes, violência emocional e física normalizada como “problema de casal”.

▪️ Silenciamento em nome da reputação da família:

Quantos abusos foram escondidos para “não destruir a família”?

Quantas vítimas foram obrigadas a calar para preservar o sobrenome, a imagem social ou a autoridade do agressor?

Afinal, a família tradicional ensina que a aparência vale mais que a verdade!

Estou mentindo?

Na moral, estou inventando tudo isso? Será?

▪️ Moral seletiva:

Ela é rígida para controlar sexualidade feminina, comportamento juvenil e padrões de gênero.

Mas, costuma ser extremamente tolerante com traições masculinas, violência doméstica e abuso de poder dentro do lar! Desde que tudo continue invisível para o público.

Então tudo bem né?

▪️ Controle dos corpos e das identidades:

A família tradicional estabelece quem você pode amar, como deve se vestir, que profissão deve seguir e até qual fé deve professar.

Indivíduos deixam de ser pessoas para se tornarem projetos familiares/"projetos de deus".

Sabe o nome disso? PERVERSIDADE.

▪️ Afeto condicionado à obediência:

O amor, que deveria ser incondicional, frequentemente vira moeda de troca.

Você é aceito enquanto se encaixa no roteiro. Saiu do script, vira vergonha, decepção e escândalo.

Todo

Mundo

Conhece

Vários

Casos

Não. Eu não estou mentindo e vocês bem sabem.

▪️ Sacralização da violência simbólica:

Frases como “apanhei e virei gente, nem morri”, “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” ou “família é assim mesmo” funcionam como mecanismos culturais que naturalizam sofrimento e impedem rompimentos de ciclos abusivos.

E eu pergunto:

Quanta dor andam recalcando pra bater no peito e afirmar essas coisas?

Quanta?

Não é à toa que a gente tá tudo dando defeito.

▪️ Manutenção de privilégios sociais:

A defesa apaixonada da família tradicional raramente é sobre proteção de crianças ou fortalecimento de vínculos afetivos. Ela costuma funcionar como instrumento político para preservar estruturas de poder, controlar comportamentos e definir quem merece ou não reconhecimento social.

Ninguém tá nem aí pra proteção de crianças, se tivessem, não estariam defendendo conservadorismo.

Não estariam botando raposa pra vigiar galinheiro.

▪️ A romantização do sofrimento feminino:

A mulher que suporta tudo é chamada de guerreira.

A que rompe ciclos é chamada de destruidora de lares!

A mensagem é clara: resistir ao abuso é falha moral; suportá-lo é virtude.

Sabe o nome disso?

Repito: PERVERSIDADE.

▪️ A negação sistemática da diversidade humana:

Famílias que fogem do modelo heteronormativo são tratadas como ameaça, não porque faltem valores, mas porque expõem que amor, cuidado e proteção não dependem de um molde rígido.

A turminha conservadora não faz a mínima ideia do que sejam valores.

E não sei se tem jeito de um dia virem a entender uns 5% do que estamos falando aqui.

E por quê?

Pergunta pros senhores das instituições que regem a sociedade. Pros donos do Estado.

Tá sendo bem conveniente pra eles manter a coisa nesse (baixíssimo) nível.

Pergunta lá pra eles.

Sabe o grande paradoxo?

A família tradicional costuma ser defendida como bastião da moral, mas historicamente acumula violência, opressão e silenciamento, justamente porque foi blindada pela ideia de que família é sagrada e, portanto, não pode ser questionada.

Que moral é essa?

Tudo que não pode ser questionado é terreno fértil para abuso!

Toda essa indignação rolando nas redes tem nome e sobrenome: hipocrisia e ignorância.

É daí que brotam os valores que esse pessoal tem tanto orgulho de defender.

Gi Stadnicki

 

FONTE:

https://www.facebook.com/lu.hauschild.56?locale=pt_BR 

 

 

 

 

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Desviar atenção é com eles mesmos!

#ChegaDeHipocrisia

 

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Por Elias Aredes Junior

As famílias Cristãs Evangélicas reagiram ao desfile da Acadêmicos da Niterói que teve a fantasia da lata em conserva. Pastores, frequentadores e Cristãos Evangélicos em geral utilizaram esta figura para reagir e protestar e reafirmar que são conservadores.

Vamos colocar tudo no devido lugar. Existe problema zero em se assumir família conservadora. Zero. É da diversidade que se constrói uma sociedade forte e pujante. Não pode dar preferência a pessoas progressistas e nem existe prioridade as pessoas conservadoras.

Penso que as famílias evangélicas tradicionais poderiam dar sua colaboração e não dão.

Falta tolerância. Empatia. Solidariedade. Humanidade. Tudo da boca para fora. Se existe resistência aos Cristãos Brasileiros na atualidade é porque muitos colaboraram para essa imagem.

Nesta lata de conserva existe perseguição e intolerância a quem pensa diferente. Exclusão de quem está a margem. Famílias conservadoras que se calam diante do machismo e do racismo. Mulheres são agredidas, homens negros e mulheres negras são vitimas de violência e muitas famílias conservadoras Cristãs colocam esses problemas para debaixo do tapete ou afirmam que é Mimimi.

Mesmo assim, pedem compreensão e deferência. Tem sentido? Não.

Os Cristãos Evangélicos querem ser os donos da cocada preta. E não dar espaço a ninguém. Nem dentro das igrejas. Só pode existir um pensamento.,

Existem centenas de histórias de mulheres que criaram seus filhos sozinhas e não tiveram apoio dentro das Igrejas Cristãs Evangélicas. Motivo: não se enquadravam do conceito de família tradicional. Ou seja, não tem direito de entrar na latinha em conserva.

Se os Cristãos Evangélicos fossem donos de supermercados não haveria variedade de produtos nas prateleiras. Os clientes ficariam desnutridos. Jesus, que sempre abraçou a tudo e a todos, não aprova tal limitação e falta de abertura. Jesus não é propriedade de uma turma exclusiva.

Ele é, sim, de todos os que professam o amor e aceitam seu plano de salvação. E sabem que lata aberta alimenta. E quando está fechado o conteúdo corre risco de apodrecer.

FONTE:

https://www.facebook.com/lu.hauschild.56?locale=pt_BR 




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